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183 – O Castelo do Terror (1965)

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Amanti d’oltretomba / Nightmare Castle / The Faceless Monster / Night of the Doomed


1965 / Itália / P&B / 104 min / Direção: Mario Caiano / Roteiro: Mario Caiano, Fabio De Agostini / Produção: Carlo Caiano / Elenco: Barbara Steele, Paul Muller, Helga Liné, Marino Masé, Giuseppe Addobbati, Rik Battaglia


Barbara Steele é uma das eternas musas do cinema de terror, desde seu papel marcante e inesquecível como a bruxa Asa em A Máscara de Satã do mestre Mario Bava. Mesmo nesta altura do campeonato já sendo uma das principais atrizes do horror europeu e já tendo até feito filme com Roger Corman, O Castelo do Terror é um dos xodós entre os fãs da atriz. Porque ela literalmente rouba a cena (essa piada em inglês, com um trocadilho com a pronúncia do sobrenome da atriz, tipo “Barbara Steal” ficaria incrível, hein, hein?).

Esse terror paupérrimo preto e branco do diretor Mario Caiano (sob o pseudônimo de Allen Grünewald) acerta principalmente na simplicidade em sua execução. É uma história simples, sofisticada mas com elementos gore, trilha sonora fúnebre e minimalista de um tenebroso órgão feita pela lenda Ennio Morricone e com todo aparato gótico como apoio, além claro, da presença estonteante de Steele em dose dupla, como a morena sorrateira Muriel e sua irmã ingênua loira, Jenny.

O Dr. Stephen Arrowsmith (Paul Muller) é um famigerado cientista que realiza bizarras experiências em seu porão, um plágio do Dr. Frankenstein por assim dizer. Casado com Muriel, ele pega a esposa com a boca na botija, traindo-o com o jardineiro David (Rik Battaglia), em certa noite que fingiu sair de viagem. Com a governanta velha e decrépita Solange (Helga Liné) como cúmplice, Stephen captura mulher e amante e começa a torturá-los terrivelmente, com chicotadas, eletrochoques e por aí vai.

Porém, conhecendo a índole macabra do marido, Muriel havia alterado seu testamento e deixado todo seu dinheiro e propriedade no nome de sua irmã Jenny, que não bate muito lá bem da cabeça. O maquiavélico Stephen então muda a regra do jogo e após fazer experiências para rejuvenescer Solange através de enxertos de pele e transfusão de sangue da esposa, e matar os dois pombinhos, casa-se com a doce e afetada Jenny, levando-a para seu castelo, mas com apenas um intuito: levar a garota à insanidade completa e assim poder ficar com toda a grana.

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Loira Barbara!

E isso não vai ser das tarefas mais difíceis, não. Primeiro porque Jenny já tem essa pré disposição. Segundo porque eles irão usar todos os artifícios, como drogas que causam alucinações, envenenamento e tudo mais, para enlouquecê-la. O que eles não contavam é que não iria demandar muito esforço, já que o ambiente lúgubre do castelo e misteriosos acontecimentos, como sonhos, vozes, sangue e vultos no local, irão assustar cada vez mais Jenny, deixando-a fragilizada.

Nisso, Stephen chama o antigo médico de Jenny, o Dr. Dereck Joyce (Marino Masé), para que ele acompanha a piora no quadro clínico da paciente e dê seu veredito que ela tenha de ser internada. Mas Dereck começa a desconfiar do plano aterrador de Stephen e Solange, e ao mesmo tempo também ser testemunha das manifestações sobrenaturais que anteriormente só estavam na cabeça afetada da garota.

Então depois de muita ladainha, faltando dez minutos para acabar o filme, que vem o deleite final para os fãs de horror e os apreciadores da beleza exótica de Steele. ALERTA DE SPOILER. Pule para o próximo parágrafo ou leia por sua conta e risco. Os cadáveres dos amantes voltam de suas tumbas como zumbis vingativos, com Steele inicialmente jogando seus longos cabelos longos cobrindo metade da sua face, ao melhor estilo fantasma japonesa, para depois mostrá-la completamente desfigurada (competente trabalho de Duilio Giustini, levando em consideração a limitação técnica e orçamentária). Claro que o famigerado doutor e sua concubina, receberão os piores castigos vindos do além túmulo. E cá entre nós, Barbara Steele sendo malvada, é lindo de se ver!

O Castelo do Terror definitivamente não é nenhuma obra prima e cheia de falhas, mas a entorpecente presença de Steele, tanto como as irmãs, quanto o monstro sem face, papel que mais uma vez lhe cai como uma luva, e ainda acompanhada de coadjuvantes honestos que não comprometem o filme, todos aqueles clichês góticos característicos que você já viu antes, e seu final chocante para os padrões da época, já vale todo o entretenimento.

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Casal 20



Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. […] Steele mais tarde passaria de novo por uma situação parecida em outro filme, O Castelo do Terror de 1965, dirigido por Mario Caiano, onde sua personagem é morta por um cientista louco, que a […]

  2. Link quebrado, infelizmente.

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