284 – O Exorcista (1973)

The Exorcist

 1973 / EUA / 122 min / Direção: William Friedkin / Roteiro: William Peter Blatty / Produção: William Peter Blaty, Noel Marshall e David Salven (Produtores Executivos) / Elenco: Ellen Burstyn, Max Von Sydow, Linda Blair, Jason Mille, Lee J. Cobb

 

O melhor e mais assustador filme de terror de todos os tempos. Com certeza, são dois dos adjetivos mais comuns que podem ser usados para falar de O Exorcista. Sim, para mim é o filme de terror definitivo. O primeiro lugar nessa lista de 1001 filmes. Aquele que marca sua vida para sempre na primeira vez que você assiste. E por mais que haja vários outros clássicos no gênero, nenhum deles carrega a aura pesada de O Exorcista e nenhum é responsável por mexer tanto com a psique e o medo das pessoas do sobrenatural.

O sucesso atemporal de O Exorcista pode ser dividido em três fatias iguais do bolo: a direção de William Friedkin, o roteiro de William Peter Blatty baseado no seu livro homônimo e sua trinca principal de atores. Ellen Burstyn como Chris McNeil, Max Von Sydow como o padre Lankester Merrin e Linda Blair como Regan, a garota possuída.

Bom, para se entender esse filme e o impacto que ele tem nas pessoas que o assiste, vou tomar a mim mesmo como exemplo para explicar uma certa teoria. A primeira vez que vi O Exorcista, como muito de vocês provavelmente, foi quando eu era criança. O filme é de 1973, mas ao que eu me lembre, devo tê-lo visto no final dos anos 80, começo dos anos 90, não sei bem ao certo. O lance todo já começa por aí, afinal os tempos eram outros, e se você parar para analisar o mundo extremamente careta e coxinha que vivemos hoje, em que sã consciência um pai ou uma mãe deixaria o filho pivete assistir a esse filme? Pois bem, tenho certeza que quase toda minha geração assistiu muito novo, e por isso ele é algo tão impressionante e ficou marcado para sempre. Quando você já é adolescente ou adulto, assisti-lo perde muito de sua graça, pois convenhamos, é um filme que não mete mais medo em ninguém. Nem a cabeça de Regan girando em 360º, o vômito de abacate, a cama levitando…

E daí chegamos a minha teoria: toda criança deve assistir O Exorcista. Sei lá, deveria ser exibidos nas escolas, durante o ensino fundamental. Porque só assim, em pleno Século XXI, o filme continuará enraizado no folclore popular como o filme mais assustador de todos os tempos. O filme onde as pessoas saíam passando mal do cinema. O filme que você tinha que dormir de luz acessa com o crucifixo na cabeceira da cama. Porque se essa geração blockbuster de hoje em dia assistir a essa obra prima muito velho, vai detestar, achar besta pacas e capaz de sair falando um monte de groselha nas redes sociais. E pior, vai ficar aí uma lacuna muito grande para futuros fãs dos filmes de horror, impossível de ser preenchida por qualquer filme que venha a ser feito, e isso me preocupa muito. Porque mesmo uma geração ainda depois da minha, conseguiu até vê-lo no cinema, quando a Versão do Diretor foi lançada em 2001. E para essa molecada de hoje em dia sobra o que? Fazer um remake?

Isso é ter uma visão 360º da situação!

Pois bem, deixando meus devaneios de lado, todo mundo deve estar careca de saber que O Exorcista traz a história da doce menina filha de uma atriz de Hollywood que fica possuída por um antigo demônio chamado Pazuzu, e após todos os testes médicos e psicológicos darem negativos, o padre e psiquiatra Damien Karras e o padre e arqueólogo Lankester Merrin tem de realizar um ritual de exorcismo para expulsar o cramunhão da garotinha.

O best-seller de Blatty foi publicado pouco depois que o terreno perfeito estava completamente preparado nos EUA, com o banho de sangue no Vietnã, o ataque da Guarda Nacional contra os estudantes que protestavam contra a guerra na Universidade de Kent, os assassinatos cometidos pela família Manson e o trágico show dos Rolling Stones que acabou muito mal após uma confusão do público com os Hells Angels, que foram contratados como seguranças do evento (???!!!). Não precisa dizer que foi um sucesso de vendas, né?

E a escolha de Friedkin foi o verdadeiro golpe de sorte da Warner Bros., porque além da direção magistral, ele conseguiu desenvolver todo o contraponto necessário para que o filme não caísse na armadilha carola de Blatty. Outro ponto de sucesso do filme foi claro, Linda Blair, uma verdadeira joia com sua interpretação brilhante da garota possuída. É sabido que a carreira dela foi para o buraco, limitando-se a paródias de si própria e filmes eróticos (seria mais uma das maldições que envolve a produção?). Mas sem Linda, O Exorcista não teria nem metade da sua força. E tudo que essa menina passou não é brincadeira, como a cena em que ela começa a sacudir de um lado para o outro na cama, onde era controlada por amarras que a apertavam, machucando-a de verdade. Então quando ela grita para “fazer aquilo parar”, estamos presenciando uma reação extremamente autêntica de dor.

The power of Christ compels you!

Na audição para o papel de Regan, Linda com 12 anos na época foi entrevistada por Friedkin:

–     Você leu O Exorcista?

–       Li

–       O Livro é sobre o quê?

–       Sobre uma garotinha que é possuída pelo demônio e faz um monte de coisas ruins.

–       Que tipo de coisas ruins?

–       Ela empurra um cara de uma janela e se masturba com um crucifixo.

–       O que isso quer dizer?

–       É que ela toca siririca, não é?

–       É sim. E você sabe o que é tocar siririca?

–       Claro que sim.

–       E você faz isso?

–       Claro! Você não toca punheta?

E Linda ficou com o papel! Mas apesar disso, a verdadeira força motriz do filme é o papel de Burstyn. Ela é a pedra fundamental pela qual nós vamos mensurando todas as proporções que aquele acontecimento vai tomando e a forma como acaba afetando sua vida, e nos traz próximo do terror de verdade: aquele de ver um ente querido se deteriorando, seja por uma doença ou pela tal força sobrenatural nesse caso. A mesma coisa com o atormentado padre Karras, ao ver sua mãe perdendo o juízo até ser internada em uma manicômio público, já que não tem dinheiro para tratamentos ou clínicas particulares, por ter decidido ser padre e feito um voto de pobreza. E isso coloca o questionamento e renovação da fé como uma tema que sempre ronda os personagens por todo o filme, até mesmo o intrépido padre Merrin, que conhece os poderes do diabo, já o encontrou antes em suas escavações no Iraque e sabe que seu corpo velho e doente têm limitações contra as artimanhas sobrenaturais da criatura.

Mas tirando todo o grosso que impressionou as plateias nos anos 70 e subsequentes, ainda há cenas, mesmo que revendo trocentas vezes, como meu caso, que ainda são assustadoras, como quando Regan durante uma festa fala para o astronauta que ele irá morrer lá em cima. Ou quando Damien vê sua mãe sentada na cama no lugar da garota, perguntando por que ele a abandonou para morrer daquele jeito, em uma tática vil da entidade para desestabilizar o sacerdote.

E claro, existe todo aquele, podemos dizer, charme, das maldições envoltas na produção, que adquirem o status de lenda urbana e ajudam até hoje na publicidade do filme, como a morte do ator Jack MacGrowan uma semana após terminar as filmagens (ele interpretava o diretor Burke Dennings, o primeiro a morrer na escadaria), vítima de pneumonia, ou o set de filmagens que pegou fogo, na verdade por causa da quantidade de aparelhos de ar-condicionado ligados ao mesmo tempo para deixar o quarto com uma temperatura baixíssima, e assim vai. Mas vamos pensar que é obra do capeta, né? Bem mais divertido.

Para fechar, vejam só O Exorcista concorreu a 10 Oscars®. Isso mesmo 10. Mas quantos ganhou? Somente dois: melhor som e melhor roteiro adaptado. Isso diz muito sobre a Academia, como sempre. Nem Linda Blair levou como coadjuvante, nem Friedkin como diretor e o maior absurdo de todos, nem Burstyn como atriz principal. Absurdo maior que esse só anos depois, quando mais uma vez ela perdeu o Oscar® de melhor atriz pelo seu papel em Réquiem Para um Sonho para, pasmem… Julia Roberts! Isso sim é coisa do diabo!

Regan, sua diabinha!

Serviço de utilidade pública:

Compre o DVD de O Exorcista aqui.

E o Blu-ray aqui.

Download: Torrent + legenda aqui.

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. […] graças a produções que estavam por vir nessa década, como O Massacre da Serra Elétrica, O Exorcista, A Profecia e O Despertar dos […]

  2. […] que ouse propor concepções diferentes de religião e que batam de frente com o cristianismo. Se O Exorcista traz o poder cristão ao topo máximo da pirâmide contra o mal, já o filme escrito pelo excelente […]

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  5. […] depois de O Exorcista, Poltergeist é o campeão das lendas urbanas e das maldições envolvendo produção e elenco, o […]

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  7. […] artista em questão é Johan Borg, papel de Max Von Sydow (ele mesmo, o padre Merrin de O Exorcista), que muda-se com sua esposa, Alma (Liv Ullmann) para as Ilhas Faroé a fim de um exilo durante uma […]

  8. […] subestimada, mas que para mim, facilmente se encaixa na mesma leva de outras fitas pessimistas como O Exorcista, A Profecia e A Sentinela dos Malditos, apesar da clara inspiração em O Bebê de Rosemary do […]

  9. […] diferente, com cenas adicionais de possessão e exorcismo, para surfar na onda do sucesso de O Exorcista de William Friedkin, transformando-o em outra película, chamado de La casa dell’exorcismo, ou […]

  10. […] para tentar (mais uma vez) atrair o público, que estava mais interessado em O Bebê de Rosemary e O Exorcista da vida do que em filmes góticos com vampiros sanguessugas. Por isso, além de toda a trama sem o […]

  11. […] também famoso por outros filmes B e blaxploitation da época e um roteiro que claro, em tempos de O Exorcista, traz magia negra e rituais satânicos como […]

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  15. […] herege, nunsploitation (exploração de freiras), pornô softcore, misturando elementos de O Exorcista, A Profecia e o conto Carmilla de Sheridan Le Fanu. Interessou, né? Esse é Alucarda, filme de […]

  16. […] pelo demônio”, claramente aproveitando-se dos recentes sucessos de bilheteria de Tubarão e O Exorcista. E a citação no início do filme foi retirada de “A Invocação da Destruição” presente na […]

  17. […] vai, você o detesta por osmose e pré-conceitos estabelecidos, afinal é uma continuação de O Exorcista, sem Ellen Burstyn, sem William Friedkin na direção, sem William Peter Blatty escrevendo o […]

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  22. […] copiarem a ideia e fazerem a sua versão spaghetti. O Anticristo é a versão Made in Italy de O Exorcista, de William Friedkin, lançado no ano anterior. E vou te contar que tem cenas que dá uma puta […]

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  31. Papa Emeritus disse:

    Eu considero O Exorcista, O Iluminado e O Bebê de Rosemary os 3 melhores filmes de terror que já vi. Não necessariamente nessa ordem, na verdade eu não consigo me decidir qual dos 3 é melhor, mas sem sombra de dúvidas SEMPRE coloquei O Exorcista como o filme mais assustador de todos os tempos. Hoje em dia, exatamente como você falou, o filme não mete mais medo. Mas isso é porque eu já vi ele tantas vezes, mas tantas vezes, que já sei de cor todas as cenas e falas do filme. Mas, falando de experiência própria, desde os 8 anos (primeira vez que assisti a ele) até os 21 anos mais ou menos (hoje eu tenho 32), TODA VEZ que eu assistia eu sentia medo. Esse filme foi capaz de me meter medo por mais de 10 anos, mesmo eu revendo ele muitas e muitas vezes. E claro, a primeira vez foi de longe a mais assustadora. Pra mim o filme continua icônico até os dias de hoje. E mesmo o filme não me metendo mais medo nos dias de hoje, toda vez que revejo continuo achando um filmão. Ele não é apenas terror, tem também todo o drama que a personagem da Ellen Burstyn passa pra socorrer sua filha de algum modo. Pena que tem algumas pessoas que destratam o filme. Aliás, pena não, é até bom que tenham pessoas com opiniões diferentes. Se todas as pessoas pensassem da mesma forma esse mundo talvez fosse muito chato.

    • Hey, valeu pelo texto/depoimento, vossa santidade! Essa é uma das maiores intenções que tinha quando criei o blog, essa troca de experiências e informações!

      Abs

      Marcps

  32. […] Além de ser uma homenagem ao gênero em geral, com várias citações ao clássico O Exorcista e também com o uso do sobrenome de diretores do cinema de horror como sobrenome dos personagens […]

  33. Marcos, aproveitando o ensejo do que vc falou ai em cima (troca de experiencia e informacoes), vc poderia me INFORMAR sobre algum desses pornos que a Linda Blair fez? Dei uma cacada no IMDB, mas nao achei nada que fosse parecido com titulo de porno. Nos anos 80 era uma ninfeta bem delicia (na minha opiniao), e um filme em que ela se desnuda ao mundo viria bem a calhar, hehehe. Valeu!

    • Oi Vinicius. Na verdade pornô, pornô ela não fez. Até arrumei o texto que era mais o lance de força de expressão. Ela fez filmes eróticos e aqueles filmes B em que ela aparece nua em cena e tal. Até saiu pelada em revista masculina que você acha fácil dando um Google. Se algum punheteiro de plantão aí tiver links dos filmes, ajudem aí nosso amigo nesse serviço de utilidade pública! Hehehehhee… 😉

      • Ah, tá. É que eu me lembrava dela participar de uns filmes toscões, tipo um tal de hell´s gate, que tinha na locadora perto de casa, e era ruim de dar dó (e sem o plus dos boobs dela de fora, hahaha). Vou caçar essa revista dela via são google; quanto aos filmes, acho que vou na grande enciclopedia desse assunto: Mrskin!! hahahaha! Valeu!

  34. […] cultura cinematográfica, então sabia bem que William Friedkin era ninguém menos que o diretor de O Exorcista. Lembro-me de ter achado um filme mais ou menos a priori. Mas […]

  35. […] que tudo que falamos a respeito das continuações, rip offs e qualquer outro filme que remeta a O Exorcista, de William Friedkin, talvez o “maior filme de terror de todos os tempos”, é complicado, […]

  36. […] o dono de um antiquário, Leland Gaunt, que é mais conhecido do fã do horror como o Pe. Merrin de O Exorcista, que agora está do outro lado da moeda. Enquanto no clássico absoluto de William Friedkin ele era […]

  37. PERCEBI QUE SUA CRÍTICA FOI EXTREMAMENTE PESSOAL, A ANTÍTESE DE TUDO QUE HAVIA LIDO SOBRE ESSE MAGISTRAL FILME. O TÓPICO SOBRE A IMPORTÂNCIA DE SER EXIBIDO PARA CRIANÇAS FOI SENSACIONAL, CONCORDO DEMAIS COM SUA TEORIA. ME LEMBRO DE TÊ-LO ASSISTIDO COM 8 ANOS MAS AO CONTRÁRIO DE MUITOS, NÃO ME ASSOMBROU E FOI FÁCILMENTE ESQUECIDO E NÃO PERGUNTE O PORQUÊ ? ALGUNS ANOS DEPOIS ASSISTI ” NUMA NOITE ESCURA ” NO SUPERCINE E AI MARCUS FIQUEI ABSOLUTAMENTE ASSOMBRADO!!!!!! TALVEZ O EXORCISTA FOSSE DRAMÁTICAMENTE INTENSO E LENTO DEMAIS PRA UM MULEQUE DE 8 ANOS. COM 22 ANOS O REVI, NO INTERCINE DA GLOBO E ENTÃO SE TORNOU O FILME DA MINHA VIDA, QUE PARTICULARMENTE É MAGNÍFICO NO DRAMA AVASSALADOR E SUBLIME NAS POUCAS E ETERNIZADAS CENAS DE HORROR. ELLEN E LINDA ME FASCINAVAM A CADA NOVA ESPIADA, SEI 99% DOS DIÁLOGOS, POR AI VC PODE IMAGINAR A PROPORÇÃO DA DIMENSÃO QUE REPRESENTA ESSE BRILHANTE DRAMA COM CENAS ÉPICAS DE GENUÍNO PAVOR. QUANTO AO FATO DE ELLEN BURSTYN TER PERDIDO A ESTATUETA, NAS 2 PERFORMANCES FEMININAS MAIS EMBLEMÁTICAS DO CINEMA ATÉ HOJE, TALVEZ SÓ MESMO O DIABO POSSA REVELAR. VOU TE FAZER UMA PERGUNTA QUE APÓS LER SUAS FABULOSAS CRÍTICAS, INCLUINDO OS FILMES CONSIDERADOS NASTIES, ME INTRIGA: COMO O FILME MAIS ATERRADOR DO GÊNERO, FOI EXIBIDO SEM CORTES E NÃO FOI DIRETAMENTE PRO PÓDIO DE GANHADORES DO RÓTULO NASTY? COMO, PORQUÊ, QUAL SERIA A EXPLICAÇÃO?????? GRANDE ABRAÇO COMPANHEIRO.

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  39. […] assistir Stigmata. E como eu havia adorado o filme lá no auge dos meus 17 anos! Sempre considerei O Exorcista meu filme de terror preferido de todos os tempos, e ver um bom longa com essa temática de […]

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