379 – The Toolbox Murders (1978)

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1978 / EUA / 93 min / Direção: Dennis Donnelly / Roteiro: Neva Friedenn, Robert Easter, Ann Kindberg / Produção: Tony DiDio, Jack Kindberg e Kenneth A. Yates (Produtores Associados) / Elenco: Cameron Mitchell, Pamelyn Ferdin, Wesley Eure, Nicolas Beauvy, Tim Donnelly

 

No auge do cinema exploitation, marca registrada das produções de terror dos ano 70, eis que surge um clássico: The Toolbox Murders. Violento, controverso e proibido em vários países, o filme é quase como um giallo feito nos Estados Unidos, utilizando todos os mesmos princípios que os famosos filmes de assassinos italianos eternizaram.

Há um sujeito mascarado, com luvas de couro, que mata violentamente mulheres, com qualquer que fosse a arma que encontrasse em sua inseparável caixa de ferramentas, desde furadeiras, até martelos e armas de prego, abusando de cenas de nudez e mortes escabrosas.

Mas é muito pobre se definirmos The Toolbox Murders apenas com um giallo americano ou mesmo um slasher. Ele é bem retrato do que era visto nas grindhouses naquela década mágica para o gênero, com sangue em profusão, violência desmedida e bastante mulher pelada em cenas de nu frontal. Ele entra naquela lista de tipo de filme que teve seu início com O Massacre da Serra Elétrica e culminou em Halloween – A Noite do Terror.

O começo da fita já é de uma brutalidade ímpar. O tal assassino invade uma série de apartamentos dentro de um prédio que faz parte de um condomínio residencial e dá início a uma série de mortes de mulheres, uma mais impactante que a outra, todas pontuadas por um trilha sonora de músicas country bregas americanas, incluindo a antológica cena em que o criminoso persegue uma de suas vítimas (interpretada pela atriz pornô Kelly Nichols, que por sinal está lá só para se masturbar na banheira, correr completamente pelada do assassino pelo apartamento e ser morta em seguida), e na vitrola toca uma música cafonérrima chamada Pretty Lady, da dupla George Deaton & Terry Stubb. É bizarro!

Martelada na cabeça!

Martelada na cabeça!

Na sequência sermos apresentados a família Ballard. Laurie é a filha mais nova com 15 anos (interpretada por Pamelyn Ferdin, que já tinha 19 anos na época e não cola nem um pouco como uma adolescente), e ela é sequestrada pelo assassino, numa noite em que falava com o namorado ao telefone e escrevia uma redação sobre a geografia brasileira!!!! Pois bem, nisso entram na trama seu irmão mais velho, Joey (Nicolas Beauvy), seu amigo Kent Kingsley (Wesley Eure), sobrinho de Vance Kinglsey (Cameron Mitchell), dono do complexo de apartamentos e os policias que tentam investigar o sequestro.

Nesse momento do filme, muito antes da sua metade, é revelado ao espectador a verdadeira identidade do serial killer, e mostra-se também sua motivação. O que era um fiapo de roteiro começa a se desenvolver, e aí que o filme começa a perder, e muito, a graça. A matança dá lugar a um clima de suspense e investigação (para você ter ideia, nenhuma outra mulher é assassinada) e a produção perde o ritmo e começa a ficar arrastada e desinteressante, com um bando de atuações forçadas, principalmente de Mitchell tentando se mostrar uma pessoa desequilibrada e com sérios problemas mentais.

Daí a fita só começa a melhor novamente no final, quando há uma reviravolta inesperada e voltamos a ver mortes e sangue. Pode deixar, não farei nenhum SPOILER por aqui. Mas digo que realmente vale a pena passar por toda a encheção de linguiça do meio do filme para assistir ao terceiro ato. Mas mesmo assim pena para um filme que estava indo tão bem. Apesar disso, não tira nenhum mérito da fita, e vale mesmo muito a pena para os fãs do gore e do exploitation.

Em 2004, ganhou um remake dirigido pelo já decadente Tobe Hooper, que no Brasil ganhou o nome de Noites de Terror, onde não há praticamente nada que lembre The Toolbox Murders original, a não ser a caixa de ferramentas. Não é de tudo tão ruim, mas também se você morrer sem assistir, não estará perdendo grande coisa.

Essa garota está pregada!

Pregada em você!

Serviço de utilidade pública:

O DVD de The Toolbox Murders não foi lançado no Brasil.

Download: Torrent + legenda aqui.


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

2 Comentários

  1. […] típicos filmes que pegaram o espírito dos anos 70, como A Mansão da Morte de Mario Bava, The Toolbox Murders e O Assassino da Furadeira, e precedeu o que viria a se tornar um fenômeno no gênero na década […]

  2. Mariane. disse:

    Está sem Seeds o torrent?

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