443 – Quem Matou Rosemary? (1981)

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The Prowler

1981 / EUA / 89 min / Direção: Joseph Zito / Roteiro: Glenn Leopold, Neal Barbera / Produção: Joseph Zito e David Streit, James Bochis (Produtor Executivo) / Elenco: Vicky Dawson, Christopher Goutman, Lawrence Tierney, Farley Granger, Cindy Wentraub

 

Entre 1980 e 1981 os cinemas sofreram uma enxurrada de filmes slasher de todos os tipos. Vários assassinos com suas motivações escusas e seus métodos diferenciados usavam toda sorte de armas para dar cabo de suas vítimas. Entre essas produções, temos uma pérola do gênero que é Quem Matou Rosemary?

Slasher basicamente é tudo igual, isso é fato. Todos eles seguem aquela mesma cartilha de regras impostas lá atrás por John Carpenter em Halloween – A Noite do Terror, todos eles têm garotas com peitinhos de fora, adolescentes com hormônios em ebulição, roteiros cheio de furos e um plot twist no final, quando revelado quem é o matador da vez. O que torna uns melhores que os outros? É o gore meu amigo (ou amiga). E esse daqui, tem de monte.

Isso se deve pela presença do genial Tom Savini na maquiagem. O cara já havia mostrado seus dotes em Despertar dos Mortos de Romero, e depois feito fama nos slasher movies, como o primeiro Sexta-Feira 13, o violentíssimo Chamas da Morte e em O Maníaco. Aqui em Quem Matou Rosemary?, ele executa seu melhor trabalho (segundo ele mesmo) em mortes acachapantes sem cortes, que vão desde uma garota no banho sendo trespassada por um forcado, uma jugular sendo cortada em uma piscina, um sujeito sendo apunhalado pela lança de uma baioneta, e uma cabeça sendo explodida por um tiro.

Psicopata romântico

Psicopata romântico

Dirigido por Joseph Zito (o que o credenciou a dirigir Sexta-Feira 13 – Capítulo Final), Quem Matou Rosermary? começa com uma premissa bem interessante. Logo após o término da Segunda Guerra Mundial, na noite de 28 de Junho de 1945, acontece na cidade de Avalon Bay um baile de formatura que receberá de volta aqueles que lutaram no estrangeiro. Porém durante o conflito, um dos soldados recebe por carta a notícia de que sua amada, Rosemary Chatham (Joy Glaccum), acaba de lhe dar um pé na bunda para ficar com outro.

Eis que na noite do baile, o soldado psicopata vingativo vestido em traje militar, com capacete, farda, botas e máscara de camuflagem, empala com o forcado a ex e seu novo namorado, Roy (Timothy Wahrer), obviamente no momento em que eles fogem do baile para fornicar em um lugar mais reservado. O assassino como assinatura, deixa uma rosa no corpo das vítimas. Tal qual em Dia dos Namorados Macabro, outros slasher lançado no mesmo ano, o baile é cancelado durante 35 anos, até que resolve-se retomar as velhas tradições e realizar o festejo novamente.

Claro que isso dará pano para manga para que o guerrilheiro insano volte à ativa, executando um a um os adolescentes que só pensam em fazer sexo e fumar maconha. A mocinha da história será a comportada e virginal loirinha Pam MacDonald (Vicky Dawson), apaixonada pelo assistente delegado, Mark London (Christopher Goutman), que está cobrindo a viagem do xerife George Fraser (Farley Granger) para pescar, enquanto uma garota foi morta na cidadezinha à facadas e todos ficam em alerta pois ele pode se dirigir para Avalon Bay.

De virar os olhos!

De virar os olhos!

Esse é o roteiro de Neal Barbera e Glenn Leopold, o resto é banho de sangue, aqueles personagens rasos e todos os meandros do desenvolver da trama, com as motivações e a descoberta do assassino acontecendo de forma superficial, sem se aprofundar muito nas perturbações do ex-militar, o que renderia um viés interessante ao filme, que é completamente descartado. O suspense mesmo é descobrir quem matou a tal Rosemay, como alardeia o título nacional. Apesar de ficar muito fácil descobrir, mesmo com alguns personagens sendo colocados em cena na vã tentativa de deixar alguma dúvida na cabeça do espectador.

Mas não é um demérito, afinal você está assistindo a um slasher movie, e não a um filme filosófico de arte. Ao apertar o play, o que você quer ver mesmo são mortes sanguinolentas, e isso Zito e Savini entregam com louvor, com boas doses de violência. Ainda vale um último susto em forma de pesadelo, que com certeza fez (e ainda fará) nego pular da cadeira.

Quem Matou Rosemary?, que além do título original, The Prowler, também ficou conhecido como Rosemary’s Killer (mais próximo do nome que ganhou aqui no Brasil) é um clássico cult obscuro que merece seu lugar no hall da fama do gênero, com toda certeza.

Chuveiro definitivamente não é um lugar seguro...

Chuveiro definitivamente não é um lugar seguro…

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. […] dessa vez o longa foi dirigido por Jospeh Zito, credenciado pelo ótimo Quem Matou Rosemary? e teve a volta do mestre Tom Savini na maquiagem, em seu esplendor, mostrando Jason em sua melhor […]

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