459 – Oásis dos Zumbis (1982)

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La tumba de los muertos vivientes / Oasis of the Zombies

1982 / França, Espanha / 82 min / Direção: Jesús Franco / Roteiro: Jesús Franco, Ramón Llidó / Produção: Marius Lesouer (não creditado), Daniel Lesouer (Produtor Associado – não creditado) / Elenco: Manuel Gélin, Eduardo Fajardo, France Lomay, Jeff Montgomery, Lina Romay, Myriam Landson

 

Lembra-se de O Lago dos Zumbis, bagaceira da Eurociné sobre zumbis nazistas mortos em um lago, que deveria ser dirigido por Jesús Franco, mas o sujeito sumiu do mapa e caiu no colo de Jean Rollin para realizar a ~audaciosa fita? Pois bem, como errar uma vez é humano, mas erras duas vezes é cinema de terror europeu barato, eis que a produtora francesa de Marius Lesoeur resolve voltar ao tema “zumbi nazista” com Jess Franco de novo e juntos lançam Oásis dos Zumbis.

Dessa vez o espanhol não tomou chá de sumiço. Não sei se isso significa algo bom ou ruim. Primeiro porque Oásis dos Zumbis não tem o jeitão “Jesús Franco de ser”. Segundo que o filme anterior do francês Rollin é, hã… melhor, se é que podemos dizer assim, porque pelo menos é divertido e garante boas risadas de sua tosquice.

Na boa? Isso aqui é muito ruim. Chega a ser uma tortura assistir ao filme até o final. Não tem absolutamente NADA que se aproveita. NADA! As atuações são péssimas, a maquiagem é péssima, a cenografia é péssima, o roteiro é péssimo, os efeitos de maquiagem são péssimos. Jesús Franco com seu pseudônimo A.M. Frank (como diretor) e A.L. Mariaux (como roteirista) é péssimo! Coitado dos zumbis. E aquele então com aquele par de olhos falsos de vidro? Meu Deus!

Um contingente de soldados alemães durante a II Guerra Mundial está transportando um carregamento de ouro avaliado em seis milhões de dólares, em algum lugar do deserto setentrional africano, quando sofrem uma emboscada dos aliados. Após um ~selvagem tiroteio, todos acabam mortos, exceto o Capitão Blabert (Javier Maiza) que depois de quase ser morto ao vagar pelas areias do deserto, é encontrado pelo Sheik Mohamed Al-Kafir (Antonio Mayans) que lhe dá socorro médico. Ele acaba se apaixonando pela filha do muçulmano, Aisha (Doris Regina) e ao se recuperar, volta para a guerra, deixando a moça, grávida, que acaba por morrer ao dar à luz ao seu filho.

Só o bagaço!

Só o bagaço!

Passam-se alguns anos e o filho de Blabert, Robert (Manuel Gélin), ao saber que seu pai fora assassinado, descobre em seus escritos como chegar até o tal oásis em que a suposta fortuna está enterrada. Junto com três amigos, Ahmed (Miguel Angel Aristu), Sylvie (Caroline Audret) e Ronald (Eric Saint-Just), eles encontram o Prof. Konrad Deniken (Albino Graziani) e sua assistente Erika (France Lomay) e partem para essa aventura nababesca, sem fazer ideia de que o local é amaldiçoado, pois os corpos putrefatos e cheios de areia dos nazistas voltam à vida para proteger o tesouro dos gananciosos.

Não me pergunte o porquê dos seguidores de Hitler ressuscitar como zumbis. Não há menor explicação para tal. Só sei que eles voltam, e com maquiagens esdrúxulas, com uma fome canibal de jugulares e outros pedaços de carne humana salpicados com muita tinta guache vermelha da pior qualidade. E o pior é que quando nada mais se salva, como de praxe no cinema de Jess Franco, ele mete um monte de mulher pelada com seus peitinhos de fora e pelos pubianos fartos. Ou eu assisti alguma versão editada, ou então realmente Jesús esteve bem comedido aqui nas cenas de putaria e nudez. Ainda mais falando de um cara que tem Macumba Sexual, Vampiros Lesbos e Ela Matou em Êxtase em sua filmografia, entre outros.

E Oásis dos Zumbis não vai para lugar nenhum. Começa promissor com duas gatinhas tirando férias na África e descobrindo o mausoléu desértico nazista (só que sem nudez, como acontece com seu irmão O Lago dos Zumbis, que já mostra ao que veio logo de cara), e depois é aquela enrolação sem fim, com uma ou outra cena de ataque com uma velocidade absurda (estou sendo sarcástico), junto com mais enrolação e pobreza que se estampa na tela.

Há tanto filme bom que nunca chegou a esse nosso país abençoado por Deus e bonito por natureza. Ah, mas Oásis do Zumbi teve seu lugar ao sol (desculpem o trocadilho infame) e foi lançado em DVD pela Vinny Filmes, na coleção Clássicos do Terror (o que deveria render à distribuidora um processo por propaganda enganosa).

Alalaô

Alalaô

Serviço de utilidade pública:

O DVD de Oásis dos Zumbis está atualmente fora de catálogo.

Download: Torrent + legenda aqui.

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

3 Comentários

  1. Paulão Geovanão disse:

    Estou prestes a colocar os olhos nessa bagaça.

  2. […] a um bando de soldados nazistas (expediente já usado em Ondas da Pavor, e mais tarde novamente em Oásis dos Zumbis, esse dirigido de fato por Franco, e até no recente Zumbis na Neve), pegos em uma emboscada por […]

  3. TTRASH disse:

    Cara eu gostei desse filme apesar de trash, vi primeiro que o lago dos zumbis, achei um pouquinho melhor, quando vi o lago quase infartei de raiva kkkk muitas cenas realmente desnecessárias e que podiam ser melhor aproveitadas kkk mas os dois foram bons, outro filme nessa linha e noites de terror os zumbis todos trashes mesmo kkk, parabéns pelas resenhas ótimo site.

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