548 – A Bolha Assassina (1988)

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The Blob

1988 / EUA / 95 min / Direção: Chuck Russell / Roteiro: Chuck Russell, Frank Darabont / Produção: Jack H. Harris, Elliott Kastner; Andre Blay (Produtor Executivo) / Elenco: Kevin Dillon, Shawnee Smith, Donovan Leitch Jr., Jeffrey DeMunn, Candy Clark, Joe Seneca

 

A Bolha Assassina é um dos filmes mais bacanas dos anos 80! Saudosismo até a medula e um daqueles que fez parte de uma leva de sci-fi dos anos 50 que foram atualizados e ganhou nova roupagem, muito mais gráfica e abusando de sangue, efeitos especiais e nojeira.

Em 1958, Irwin S. Yeaworth dirigia um clássico da ficção científica, A Bolha, com Steve McQueen no papel principal. Trinta anos depois, o diretor Chuck Russell, que estreara na direção com A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos, resolve atualizar a história da gosma translúcida cor de rosa que vem do espaço em um meteoro, trazendo para escrever o roteiro seu comparsa Frank Darabont (que também estivera envolvido no filme de Freddy Krueger e mais tarde, adaptaria obras de Stephen King para as telas e também desenvolveria o seriado The Walking Dead).

Como falei lá no primeiro parágrafo, A Bolha Assassina entra no mesmo rol de filmes fodásticos dos 80’s que provam que refilmagens podem sim dar certo e serem superiores que seus originais. Os outros dois exemplos são O Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter, remake de O Monstro do Ártico e A Mosca, de David Cronenberg, baseado em A Mosca da Cabeça Branca com Vincent Price.

Digestão da bolha

Digestão da bolha

Quanto à trama, a pacata cidadezinha de Arborville está preste a receber o visitante espacial carnívoro vindo de um meteorito. Um velho vagabundo é o primeiro a ter contato com a substância plásmica, que começa a devorar sua mão ao tentar manipulá-la com um graveto. Em disparada pela estrada, ele se choca com o carro dos jovens adolescentes Meg Penny (Shawnee Smith) e Paul Taylor (Donovan Leitch Jr.). Ambos, juntos do bad boy incorrigível, Brian Flagg (um jovem Kevin Dillon de mullets), levam o sem-teto pra o hospital.

A criatura a partir daí começa a aumentar exponencialmente seu tamanho e expandir sua forma viscosa, devorando vivos o mendigo e Paul, ganhando tentáculos (que não existem no original) para dar ainda uma capacidade mais mortífera de agarrar as vítimas e puxá-las para seu interior corrosivo, que derrete a carne dos pobres diabos, na medida certa para os fãs do splatter. A única forma de derrota-la é o frio, assim como no original.

Um dos mais interessantes adendos dessa nova versão é que na década de 80 vivíamos outros tempos, e a origem da estrutura maligna não é espacial, e sim o resultado de um experimento bacteriológico enviado para o espaço em uma cápsula (ou seja, não é um meteorito), criado pelo próprio governo americano, como uma possível arma biológica, que sofreu uma mutação fora de controle. Os cientistas e figurões do exército então estão pouco se lixando com a população de Arborville, que é descartável. Flagg, o anti-herói descobre tudo isso e corre para tentar salvar os vizinhos e a gatinha Meg.

Quem grudou esse chiclete no teto?

Quem grudou esse chiclete no teto?

Outro ponto interessantíssimo que é novidade em A Bolha Assassina é quando o reverendo da cidade fica meio xarope com o poder da criatura e torna-se uma espécie de “fanático pela bolha”. Chamuscado em um acidente, o sujeito deformado passará a pregar a vinda do juízo final (em forma de geleca) naquelas tendas evangélicas no meio do deserto, mantendo um pedaço da substância, capturado ao ser cristalizado pelo frio, dentro de um pote.

E claro, não devemos esquecer a surreal sequência em que um funcionário de um restaurante tenta desentupir um cano e é sugado para dentro do ralo e da tubulação pela gelatina (absolutamente nenhuma lei da física conseguirá explicar). Vale salientar que dos 19 milhões de dólares de orçamento, mais da metade foram gastos em efeitos especiais, caprichadíssimos para a época, criados pelo indicado ao Oscar® por A Pequena Loja dos Horrores, Lyle Conway.

A Bolha Assassina é um baita filme. Ficção, sangue, violência, ação e meleca para nenhum fã botar defeito.

Ajuda Luciano!

Ajuda Luciano!

Serviço de utilidade pública:

O DVD de A Bolha Assassina está atualmente fora de catálogo.

Download: Torrent + legenda aqui.


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

12 Comentários

  1. Celle disse:

    Vi muitas vezes no SBT. Também, gosto muito.

  2. Excelente filme! Um clássico do Cinema em Casa e Sessão das Dez!!
    Descobri o blog recentemente, e fiquei muito feliz com a descoberta…
    Parabéns pelo Blog! Muito completo, cheio de informações e detalhes.

  3. Papa Emeritus disse:

    Classicão dos anos 80.

  4. The Fox Demon disse:

    Esse é foda demais, assisti varias vezes no cinema em casa, sempre morrendo de medo.

  5. cutrim disse:

    e lei todo ano eu assistir esse filme pois é um dos meus favoritos ate hoje

  6. Paulão Geovanão disse:

    Não entendo o “Ajuda Luciano!”

  7. Leonardo disse:

    Muito bom mesmo… Igual aos anos 80 não tem!

  8. […] talvez só seja tão famoso para minha geração por conta do seu excelente remake dos anos 80, A Bolha Assassina. Mas a importância desse filme para o gênero é […]

  9. […] 8) A Bolha Assassina (1988) […]

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