566 – Poltergeist III (1988)

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Poltergeist III

1988 / EUA / 98 min / Direção: Gary Sherman / Roteiro: Gary Sherman, Brian Taggert, Steve Feke (não creditado) / Produção: Barry Bernardi, Gary Sherman (Produtores Executivos) / Elenco: Tom Skerrit, Nancy Allen, Heather O’Rourke, Zelda Rubinstein, Lara Flynn Boyle, Kipley Wentz

 

Quando você pensa que Poltergeist II – O Outro Lado é o mais baixo no quesito “continuações” que um dos mais clássicos filmes do cinema de horror poderia chegar, é quando eles vêm e BLAM! Entregam uma aberração cinematográfica do quilate de Poltergeist III.

Talvez a única coisa que gere um pingo de curiosidade (ou publicidade, talvez) para essa terceira parte da franquia é o fato de que a jovem Heather O’Rourke, que interpretou Carol Anne nos três filmes, tenha morrido durante a pós-produção, de parada cardíaca, devido a uma inflamação crônica no intestino, no dia 1º de fevereiro de 1988, aos 12 anos. Ou, mais uma “maldição de Poltergeist”, para a conta das lendas urbanas no filme. Na verdade foi a maldição derradeira, que fez com que a série finalmente descansasse em paz.

Isso porque além de tudo, o filme foi recebido de forma péssima pelo público e crítica, apesar dos seus 14 milhões de dólares de bilheteria (mediante um orçamento de 10 milhões). Com um roteiro pífio/patético escrito por Gary Sherman (que também dirigiu e foi produtor executivo), nenhum dos atores da família Freeling original quiseram voltar para a bomba. O resultado foi colocar Carol Anne morando com os tios, Patricia (Nancy Allen), irmã de Diane, e Bruce (Tom Skerrit), junto da filha de Bruce, Donna (debute de Lara Flynn Boyle no cinema) em um prédio multiplex cafona em Chicago.

Carol Anne é colocada em uma escola para crianças com dons especiais, mas segundo seu psiquiatra, Dr. Seaton (Richard Fire) tudo pelo que ela passou é resultado de hipnose coletiva (??!!!) e fazendo sessões de regressão com a menina, acaba mais uma vez despertando o famigerado Reverendo Kane (Nathan Davis), o vilão do segundo filme (que fora originalmente interpretado por Julian Beck, falecido pouco depois das filmagens) que vem puxar o pé de Carol Anne e encher seu saco novamente para que ela o leve para a luz.

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Ele está aqui

 

Dali para frente o filme transforma-se em um ridículo jogo de gato e rato com a garota e sua família tentando combater as forças do mal nos andares e aposentos do prédio espelhado, circulando entra as dimensões dos vivos e dos mortos, nos reservando cenas péssimas (a da perseguição no estacionamento congelado é sem dúvida nenhuma a pior de todas), recebendo a sempre pontual ajuda de Tangina (Zelda Rubinstein também volta aqui).

Na verdade o diretor Gary Sherman tinha decidido não lançar o filme após a trágica morte de Heather O’Rourke, porém, como a MGM tinha gastado uma puta grana e não queria perder as verdinhas, obrigou o diretor a manter a data de lançamento para junho de 1988, pois se ele não o fizesse, outro o faria. Mas após o filme ganhar uma censura PG pelo MPAA, o estúdio decidiu refazer o final para levar pelo menos um PG-13, e então uma dublê teve de ser utilizada (inclusive naquela melequenta cena final onde a família toda feliz se abraça e obviamente não é mostrado o rosto da personagem).

Talvez o único bom momento do filme, que não tem absolutamente nada a ver com a história ou com a franquia em si, é quando o personagem de Tom Skerrit fala que Carol Anne não é nenhuma Carrie – A Estranha, piada interna com a atriz Nancy Allen, que fez o papel de Chris Hargensen no filme de Brian de Palma, baseado no livro de Stephen King. E só.

A famosa história de fantasmas dirigida por Tobe Hooper e produzida por Steven Spielber em 1982, Poltergeist – O Fenômeno, não poderia terminar de forma mais triste e deprimente do que Poltergeits III. Pelo falecimento precoce da pequena atriz, e por essa sequência malfadada. Resta torcer que aquela tão prometida refilmagem dirigida por Gil Kenan, escrita por David Lindsay-Abaire e produzida por Sam Raimi e Robert Tapert tragam de volta um pouco da dignidade e torço mesmo que seja melhor que original, pois quem acompanha o blog sabe que eu acho infantilóide e Spielbergiano demais.

Voa Carol Anne, Voa!

Nem aparenta a idade…

Serviço de utilidade pública:

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

3 Comentários

  1. Marcus Vinícius disse:

    A sêrue foi diminuindo ao lingo das continuações. Mas reafirmo o qye eu disse no Poltergeist 2: ey AMO o primeiro Poltergeist. Marcou minha vida como fã do horror com suas cenas inesquecíveis, me fez ter medo de achar esqueletos debaixo da cama, e a música… ah, a musica enche meus olhos de água. Da! Da Da Da!Da Da!Da Da Da!

  2. Marcus Vinícius disse:

    PFFF! Comentário cheio de erro de ortografia! Vou consertar…
    sêrue: série
    lingo: longo
    qye: que
    ey:eu
    O resto tá tudo certo

  3. luiz beagle disse:

    na verdade a Heather O’Rourke já estava em um estágio avançado dessa inflamação e tomava altas doses de remédios que deixavam ela inchada, repare o bochechão dela nesse capitulo, no começo vc pensa que é por estar gordinha,mas sabendo disso e reparando bem dá pra perceber o inchaço….

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