668 – Hellraiser IV – Herança Maldita (1996)

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Hellraiser: Bloodline

1996 / EUA / 85 min / Direção: Alan Smithee / Roteiro: Peter Atkins / Produção: Nancy Rae Stone; Anna C. Miller (Produtora Associada); Clive Barker, Paul Rich (Produtores Executivos) / Elenco: Bruce Ramsay, Valentina Vargas, Doug Bradley, Charlotte Chatton, Adam Scott, Kim Meyers, Mickey Cottrell, Courtland Mead

 

Existem filmes que você assiste cinco minutos e já tem a certeza absoluta que ele não presta. Hellraiser IV – Herança Maldita é um desses casos. Só de inicialmente já deixar claro que uma parte do longa se passará em uma estação espacial no futuro, já é um convite dos mais tentadores em apertar o STOP no controle remoto, porque certamente uma bomba vem por aí.

E a quarta incursão dos cenobitas de Clive Barker no cinema não nega fogo e cumpre o que promete logo de início! Ainda bem que pelo menos a cinesérie Hellraiser tem o quesito gore acima da média, então algumas mortas sado-violentas cheias de sangue satisfazem aquele que só quer ver o vermelho escorrer, tem o Pinhead de Doug Bradley que sempre é bem vindo com sua voz cavernosa, elucubrações sobre inferno, prazer, carne e whatever, e somos apresentados a uma interessantíssima introdução sobre a criação do famigerado cubo que abre as portas para a terrível dimensão dos cenobitas.

Bruce Ramsay é Phillip L’Merchant, conhecido na França do Século XVIII como “Fabricante de Brinquedos”, por sua habilidade em, hã, fabricar brinquedos. O nefasto Duque de Isle (Mickey Cottrell) encomenda de Merchant o famoso cubo, e assassina uma prostituta a esfolando toda para fazer a primeira invocação do mal daquela infernal realidade de dor e prazer, trazendo-a a vida como Angelique (Valentina Vargas) a futura princesa dos Cenobitas. A moça é ruim até o osso, e será controlada por aquele que a ressuscitou. Por isso, o ajudante do Duque, Jacques (Adam Scott) assassina o mestre e passa a controlar Angelique, que acaba ceifando a vida do cara também.

Já no século XX, Burce Ramsay é John Merchant, um prestigiado arquiteto que constrói aquele horroroso prédio do cubo no final do também sofrível Hellraiser III – Inferno na Terra, e desperta a atenção de Angelique, que vai em busca do descendente do “Fabricante de Brinquedos”. Traz de volta Pinhead, que irá se juntar a ela na empreitada, resultando na morte de John, mas não antes de sua esposa, Bobbi (Kim Meyers) aprisiona-los no cubo, junto com seu cachorro mutante de estimação.

Nossa turma

Nossa turma

Passamos para uma estação especial no século XXII, na verdade onde filme começa, onde Bruce Ramsay é o Dr. Paul Merchant, mais um descendente da raça toda que vive atormentado pela herança de sangue e pesadelos com os cenobitas. Fuçando o cubo quebra-cabeça (dessa vez usando um robô, olhe que esperto), traz novamente Pinhead, Angelique e um cenobita novo, que tem a aparência de um gêmeo siamês ligado pelo rosto, mas dessa vez para tentar destruí-los de uma vez por todas, usando a estação especial que criara (que tem o formato do cubo e uma estrutura espelhada que vinha sendo estudada desde o primeiro Merchant na França há quatro séculos) como armadilha definitiva.

Hellraiser IV – Herança Maldita, segue na descendente no mesmo nível tosco de atuações, produção e roteiro do terceiro filme, mas com o pé no acelerador no quesito sanguinolência e maquiagem, desenvolvida pelo excelente Kevin Yagher (o pai do Chucky e do Coveiro de Contos da Cripta), que vejam só, também dirige o filme sob o pseudônimo de Alan Smithee. Aí sacamos que como diretor, Yagher é um ótimo técnico de efeitos especiais. Mas o sujeito teve altas tretas com os produtores, abandonando o barco antes das filmagens.

Os produtores então fizeram um corte completamente diferente, contratando Joe Chapelle (de Halloween 6 – A Última Vingança, olhe que excelente referência!) para finalizá-lo, filmar novas cenas e reescrever o roteiro junto de Rand Ravich, inclusive adiantando a aparição de Pinhead, que não dava as caras no corte original antes dos 40 minutos de projeção. O resultado é essa porcaria que vemos na tela em todo seu esplendor. E olhe que Guillermo Del Toro e Stuart Gordon foram convidados para dirigir o longa.

Mas Clive Barker tá lá como produtor executivo, mesmo com todas as sequências (até aqui e principalmente posteriores) jogando o nome da sua maior criação em Hellraiser – Renascido do Inferno, na lama. Aliás, esse Hellraiser IV – Herança Maldita foi o último a ser exibido nos cinemas e deveria encerrar a franquia, com a morte definitiva de Pinhead. Mas sabemos que no cinema de terror isso nunca acontece de verdade, e depois mais CINCO foram lançados direto para o vídeo. E contando…

Pinhead, o ser eterno

Sorriso maroto!

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

4 Comentários

  1. Papa Emeritus disse:

    Eu lembro de ter visto esse ainda mesmo nos anos 90 e não tinha achado ruim. Só revendo (tem poucos anos) que vi que é uma merda total esse filme.

  2. Alexandre Prata disse:

    Bomba tosca é muito sutil pra sintetiza-lo, é de um mal gosto atroz. Pra mim nem o gore favorece essa mediocridade. O original é tão supra-sumo e sua sequência tão inventiva que o restante é vexatório.

  3. Angelus Burkert disse:

    Aí galera, só pra avisar que o link de download do filme tá onde deveria estar o link para comprar o DVD AUEAHEUHAEU

  4. […] Originalmente, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça deveria ser dirigido pelo especialista em efeitos especiais, Kevin Yagher, o criador do visual de Chucky em Brinquedo Assassino e do Coveiro de Contos da Cripta. O primeiro esboço do roteiro e conversas com a Paramount datam de 1993, e o projeto seria o próximo após Yagher dirigir o fiasco Hellraiser IV: Herança Maldita. […]

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