669 – Lua Negra (1996)

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Bad Moon

1996 / EUA / 80 min / Direção: Eric Red / Roteiro: Eric Red (baseado no livro de Wayne Smith) / Produção: James G. Robinson; Jacobus Rose (Coprodutor); Gary Barber, Bill Todman Jr. (Produtores Executivos) / Elenco: Mariel Hemingway, Michael Paré, Mason Gamble, Ken Pogue, Hrothgar Mathews, Johanna Marlowe

 

A fase de ouro dos lobisomens no cinema ficou lá nos anos 80, principalmente por conta de filmes como Um Lobisomem Americano em Londres e Grito de Horror. De lá para cá, produções esporádicas surgiram sobre o licantropo e contamos nos dedos quais delas valem a pena. Lua Negra é uma dessas.

Tá certo que em determinados momentos o monstro peludo transmorfo parece mais um bonecão animatrônico do Trem Fantasma do Playcenter, mas isso a gente releva, uma vez que pelo menos mantém a essência clássica da criatura (e não é nenhum aborto da natureza feito por CGI) e tem sangue pra cacete e mortes violentíssimas, que é o que a gente espera de filmes de lobisomens.

Aliás, os primeiros cinco minutos do filme, se fosse apenas um curta, seria um primor, pois temos aí uma gostosa pelada dando uma trepada e baldes e baldes de sangue escorrendo no ataque da criatura. E olha que SEIS minutos de cenas de sexo e morte foram cortados desta sequência inicial para o filme evitar um NC-17 (proibido para menores de 17 anos). Ted (Michael Paré) sobrevive a investida do monstro que interrompeu seu coito e volta para os Estados Unidos, onde tenta se reaproximar de sua irmã, Janet (Mariel Hemingway) e seu sobrinho, Brett (Mason Gamble, o eterno Dennis, o Pimentinha).

Vai um merthiolate aí?

Vai um merthiolate aí?

Nessa altura do campeonato Ted já sabe que é um lobisomem e tenta lutar contra a terrível maldição, que aqui se manifesta em qualquer fase da lua, não precisa ser cheia, achando que o amor familiar poderia curá-lo. Ledo engano, ainda mais porque a família tem um pastor alemão chamado Thor (que batiza o livro homônimo de Wayne Smith, o qual o longa é baseado, e não tem absolutamente nada a ver com o Deus do Trovão da Marvel), que sabe que o sujeito é um lobo humano gigante e irá combate-lo de toda forma que puder, gerando vários embates canídeos até o final do longa.

A fita tem exata 1h20m de metragem, e é curto e grosso, sem enrolar, sem firulas, com um ou outro sentimentalismo barato com relação ao cão, poucos personagens, poucas mortes (mas gráficas a beça) e aquela famosa luta final entre mãe, filho, cachorro e lobisomem. Ainda há espaço para a velha máxima do sofrimento e das escolhas daquele que é acometido por essa maldição, resultando num final pessimista. Quando você percebe, os créditos já estão subindo e isso significa algo bom, já que passa desapercebido por entreter, sem inventar moda e se atendo ao básico do filme de lobisomens (incluindo aí uma bela homenagem ao primeiro do gênero, O Homem Lobo, da Universal, sendo exibido na televisão e assistido por Brett).

Lua Negra está longe dos grandes filmes de lobisomem e não chega a figurar nem em um TOP CINCO do gênero, mas também não faz feio e em contrapartida não se encontra nem perto dos piores do monstrengão que se transforma nas noites de lua cheia, principalmente vindouros depois da frutífera década anterior para a criatura.

I see the bad moon rising

I see the bad moon rising

Serviço de utilidade pública:

O DVD de Lua Negra está atualmente fora de catálogo.

Download: Torrent + legenda aqui.

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

5 Comentários

  1. Papa Emeritus disse:

    Só assisti uma vez esse filme. Não lembro de muita coisa, acho que tá na hora de rever.

  2. Passava adoidado no SBT, mas eu nunca conseguia pegar do começo pra ver direito.

    • Nelson disse:

      Verdade! E sempre passava com o título de “Bad Moon- Na Lua Cheia” e com o nostálgico símbolo vermelho no canto da tela.

  3. Nelson disse:

    Eu tenho o DVD desse filme, uma verdadeira raridade. Realmente é um filme bem redondinho e o Thor é uma graça. Gosto bastante e tem um saborzinho de infância, das noites de sala escura e cobertor assistindo Tela de Sucessos do SBT .

  4. João Luiz disse:

    Não ta baixando o torrent, aparece a mensagem “Torrent não tem a codificação correta”

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