701 – Pânico no Lago (1999)

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Lake Placid

1999 / EUA / 82 min / Direção: Steve Miner / Roteiro: David E. Kelley / Produção: David E. Kelley, Michael Pressman; Jeff Kaligheri (Produtor Associado); Peter Bogart (Produtor Executivo) / Elenco: Bill Pulman, Bridget Fonda, Oliver Platt, Brendan Gleeson, Betty White, David Lewis

 

Pânico no Lago é um típico filme B, só que de estúdio. Orçamento considerável, saído dos bolsos dos executivos da FOX, com grandes atores de Hollywood no elenco, tipo Bill Pullman e Bridget Fonda, um diretor consagrado no gênero, Steve Miner, e o mais importante, produção e roteiro de um nome que despontava no canal de TV da raposa naqueles tempos: David E. Kelley.

Além de ser casado com Michelle Pfeiffer, Kelley foi o responsável por uma safra de séries de sucesso exibidas na FOX durante o final dos anos 90 e começo dos anos 00, como o drama de hospital, Chicago Hope, as comédias de tribunais, Ally McBeal e O Desafio e o drama sobre escola, Boston Public.

Mas Pânico no Lago parece ser bem aquela válvula de escape em que Kelley resolveu fazer uma homenagem aos bons e velhos eco-horror clássicos, e trouxe novamente à tona (desculpe, não resisti) o perigo de um crocodilo gigante assassino, que já havia sido imortalizado em Alligator – O Jacaré Gigante, clássico da Sessão das Dez, e esculhambado em trasheiras  como Crocodilo – A Fera Assassina de Sergio Martino ou Killer Crocodile do picareta Fabrizio de Angelis.

Com Miner atrás das câmeras, que já dirigira Sexta-Feira 13: Parte 2, Sexta-Feira 13 – Parte 3 e Halloween H20 – 20 Anos Depois, então é um sujeito que manja do riscado, Pânico no Lago entretém na medida, com atuações bem leves dos atores (tirando o insuportável papel caricato de Oliver Platt), tem lá sua boas doses de violência e sangue, e acerta em cheio nos efeitos especiais, tanto no CGI quanto nos animatrônicos do réptil anabolizado, cortesia da equipe de Stan Winston.

NHAC!

NHAC!

Na trama, um crocodilo gigante aparece em um lago no Maine, e o xerife Hank Keough (Brendan Gleeson) e o oficial do departamento de Caça e Pesca, Jack Wells (Pulman), após a morte de um mergulhador que é devorado ao meio, envia um pedaço de dente para análise em um museu de Chicago. O chefe do departamento de paleontologia do museu envia a patricinha Kelly Schott (Fonda), com quem teve um caso recente e agora começara a sair com sua amiga, para o local para ajudar nas investigações (e se livrar da moça, super gente boa o sujeito).

Junta-se a equipe o excêntrico professor Hector Cyr (Platt), um sujeito ricaço e sem papas na língua, que é obcecado por crocodilos e se atem ao preceito de que os antigos os veneravam como verdadeiras divindades. Durante a investigação, fatalmente descobre-se que o crocodilo tem cerca de nove metros de comprimento (após o animal atacar um urso e arrastá-lo para a água como se fosse um gatinho), e que simplesmente não deveria estar ali em um lago do Maine. Acontece que uma senhorinha que mora nas redondezas, Delores Bickerman (Betty White), está cuidando e alimentando o enorme monstro com seu gado, como se fosse seu bichinho de estimação!!!

Miner obviamente se aproveita da cartilha de Tubarão de Spilelberg e na primeira metade do filme mantém o suspense, mostrando pouquíssimas vezes o animal, para guarda-lo em todo seu esplendor para o ato final. Após diversas desavenças entre o grupo, principalmente entre Cyr e o xerife Kenough, sobre matar a ameaça ou captura-la viva, e um crescente romance entre Kelly, típico mocinha da cidade grande que não se adapta ao local e a vida selvagem, com Wells, tudo converge para um confronto final com a criatura, em uma cena absolutamente desnecessária de crueldade animal com uma vaca usada como isca.

Bom, Pânico no Lago é um típico filme de Sessão da Tarde e não é de se esperar muito mais que um entretenimento descompromissado, e essa é bem a ideia. Ainda assim ele fez um relativo sucesso nos cinemas (e na TV a cabo, pois lembro o quanto era reprisado a exaustão na FOX, pois sempre via o comercial do filme durante os intervalos de Arquivo X) e gerou uma quadrilogia (isso mesmo, você leu direito) e até um recente crossover com a Anaconda (sim, você também leu direito)!!!!

Zé Jacaré

Zé Jacaré

Serviço de utilidade pública:

O DVD de Pânico no Lago está atualmente fora de catálogo.

Download: Torrent + legenda aqui.

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. Germano disse:

    Eu tenho DVD original desse filme que comprei há muito tempo. Por onde anda a Bridget Fonda? Saudades dela.

  2. Papa Emeritus disse:

    Filme divertido de se assistir. Assim como Do Fundo do Mar seja o último bom filme de tubarão que fizeram, esse talvez seja o último bom filme de crocodilo assassino que fizeram (me corrijam se eu estiver errado, mas depois desse filme só veio tranqueiras com crocodilos, e estou incluindo as continuações do próprio Pânico no Lago).

    • Em 2009 foi lançado o Morte Súbita, Papa (Rogue em inglês). Ele tem um score raro de 100% no Rotten Tomatoes, é realmente um filme bem foda, do mesmo diretor de Wolf Creek. Uma pena ele ter sido um desastre no box-office, rendeu 4 milhões contra 26 milhões gastos. Mas vale a conferida, é bem foda mesmo.

  3. Marcão, pior que eu já assisti alguns dessa quadrilogia. Foram feitos direto pra televisão pelo SyFy, com efeitos em CGI dignos do selo Sharknado de qualidade. O quarto filme, chamado Pânico no Lago: Capítulo Final (Sexta-Feira 13 mandou abraços) ainda conta com a participação do Robert Englund! Não sei se ele tava precisando de grana ou não tinha o que fazer, mas pelo que vi ele até voltou pra esse crossover com a Anaconda. Quem te viu, quem te vê, Englund.

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