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868 – REC 2 – Possuídos (2009)

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[Rec²]


2009 / Espanha / 85 min / Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza / Roteiro: Jaume Balagueró, Manu Díez, Paco Plaza / Produção: Julio Fernández; Marta Verdugo Pastor (Produtora Assistente); Alberto Marini (Coprodutor Executivo); Carlos Fernandéz, Julio Fernandéz (Produtores Executivos) / Elenco: Jonathan D. Mellor, Óscar Zafra, Ariel Casas, Alejandro Casaseca, Pablo Rosso, Pep Molina, Javier Botet


O espanhol REC tomou de assalto o cinema de terror quando em seu lançamento em 2007. O found footage frenético e sensacional da dupla de diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza logo galgou o lugar de melhor filme de terror da década passada, fazendo um baita sucesso, tanto na Espanha natal quanto internacionalmente (a ponto dos americanos logo encomendarem um remake, daqueles bem do desnecessário).

Dois anos depois, a sequência chegou às telas, REC 2 – Possuídos, na tentativa de explorar e elucidar alguns acontecimentos daquele prédio de apartamentos em Barcelona e principalmente, sobre o vírus demoníaco que afastou o primeiro filme do tradicional cinema zumbi, jogando elementos sobrenaturais e espirituais na história. E claro, nos brindar novamente com a sinistra figura da Menina Medeiros, já um dos ícones modernos do horror.

E Balaugeró e Plaza acertaram em cheio novamente! Apesar de quebrar a aura do original, tentando expandir a história e procurar explicações, até toscas, diga-se de passagem, o nível de tensão, gore, e agora, sabendo que estamos lidando com demônios mesmo (algo revelado só no final do primeiro, uma vez que se pressupunha até então um simples surto de raiva) conseguiu o colocar no patamar das boas sequências, QUASE tão bom quanto o original.

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Comandos em ação

E vamos lá, fazer uma excelente continuação de found footage EM found footage, vale um puta mérito. Além da ideia de dividir o longa em duas linhas narrativas: a primeira focada por um grupo das forças especiais que adentram o prédio condenado, poucos momentos após o término no primeiro filme, e mais um trio de jovens que, com sua câmera, também resolvem se aventurar por lá, para tentar captar alguma coisa e conseguir espalhar pelo mundo e até tentar ganhar alguma grana com isso – ou ficar famosos, pelo menos.

O ritmo continua a mil por hora, principalmente pela ideia da dupla em imprimir uma dinâmica que lembra muito um FPS, para o público se sentir arrastado para dentro da ação (ainda mais quando ele é captado pelo POV da câmera no capacete dos membros da força especial). Junto deles, temos um tal de Dr. Owen (Jonathan D. Mellor), que pensamos ser médico, do Centro de Controle de Doenças deles, mas na verdade, está a serviço da Igreja Católica e precisa conseguir uma amostra de sangue da Menina Medeiros, na tentativa de conseguir a fabricação de um antídoto e impedir que a epidemia se espalhe.

Logo, todo mundo ali é “descartável” e só poderão sair por meio de um comando de reconhecimento de voz de Owen, com e apenas, o resultado positivo da missão. Enquanto isso, veremos mais uma vez aqueles zumbis-possuídos alterados pelos andares do prédio, correndo, com seus olhos de pupilas negras, dessa vez já mais com uma pegada Demons – Filhos das Trevas de Lamberto Bava e menos surtados de raiva com uma pegada Extermínio.

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Noite adentro

A adrenalina no talo, misturado com sequências de ação, claustrofobia, jumpscare dos bem-feitos, violência e gore, e mais uma vez, envolvendo a Igreja de uma Espanha católica e certa conspiração velada de pano de fundo, leva muito bem o filme a todo momento, com o espectador sem tempo para respirar, dosando com o susto e as explicações espiritualistas, até seu plot twist final, mesmo que resulte em uma derrapada. Essa mistureba sci-fi com demônio e possessão, na forma viral, que ficou confuso na hora da história dar liga.

Mas o melhor de tudo MESMO é poder ver mais uma vez a Menina Medeiros em ação. PUTA personagem creepy pra caralho, viu. Na verdade, ela foi a responsável por mudar absolutamente TUDO em REC, fazer cair o queixo quando a repórter Angela Vidal entra naquele quartinho no sótão, e aqui, reaparece em todo seu esplendor de aberração, mais uma vez interpretada por Javier Botet.

REC 2 – Possuídos estreou nos cinemas brasileiros com pompa, muito por conta do sucesso e do buzz do seu predecessor (com uma estreia bem tímida), contando até com mudança de distribuidora. Exemplar de uma ótima sequência, ainda gerou o que seria depois uma quadrilogia, com os diretores se dividindo entre um prequel e mais uma continuação, cada uma encabeçada por um dos diretores.

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VADE RETRO


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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