757 – Pânico na Floresta (2003)

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Wrong Turn


2003 / EUA / 84 min / Direção: Rob Schmidt / Roteiro: Alan B. McElroy / Produção: Erik Feig, Brian J. Gilbert, Robert Kulzer, Stan Winston; Hagen Behring, Sven Ebeling (Coprodutores Executivos); Don Carmody, Mitch Horwits, Aaron Ryder, Patrick Wachsberger (Produtores Executivos) / Elenco: Desmond Harrington, Eliza Dushku, Emmanuelle Chriqui, Jeremy Sisto, Kevin Zegers, Lindy Booth


Hoje estreia nos cinemas de São Paulo (já estreou em outras praças), o filme nacional Condado Macabro, inspiração/ homenagem/ referencia rasgada a O Massacre da Serra Elétrica, e os exploitation dos anos 70 e os slasher dos anos 80.

Sabe outro filme que é exatamente nessa mesma pegada? Pânico na Floresta. Suas comparações ou “imitações” com o seminal filme de Tobe Hooper são inevitáveis, assim como ele bebe, e muito, na fonte de outro clássico dos anos 70, Quadrilha de Sádicos, de Wes Craven e até mesmo uma pitada de Amargo Pesadelo, citado no próprio longa.

Estamos lá testemunhas de uma família congênita que mora na floresta, são deformados, canibais e possuem um chalé que parece ter servido muito bem pertencer a Leatherface e parentes. E ah, eles também raptam os turistas incautos que adentram a mata fechada ou se perdem por lá, e pegam seus pertences como souvenir, e ao que tudo indicam, estão mancomunados com um redneck sem dente de um posto de gasolina. Se tudo isso não é uma homenagem ao Massacre e Quadrilha, então eu sou mico de circo.

Mas quer saber, Pânico na Floresta é bom, isso basta, e eu curti muito desde a primeira vez que o vi no cinema. Apesar de uma trama manjadíssima, batida e cheia de clichês, com aqueles atores meia-boca oriundos da TV em uma época que a TV não era como hoje em dia (capitaneados por Elisa Dushku recém estrelando a série Tru Calling), pelo menos o filme é bem sujo, violento, com uma boa dose de gore e mortes gráficas, além de momentos repletos de tensão, como a fatídica cena em que o grupo resolve se meter na cabana dos mutantes, ao melhor estilo Cachinhos Dourados, e os caipiras aparecem com uma das vítimas abatidas, sendo os heróis obrigados a se manter escondidos até eles resolverem tirar uma pestana.

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Tru chamando!

Aliás, é digno de nota os três assassinos consanguíneos de Pânico na Floresta: Three Finger, Saw-Tooth e One-Eye, com suas skills de sobrevivência na floresta e habilidades em caça, arco e flecha e tudo mais. O incrível visual dos irmãos é cortesia do Stan Winston Studio, responsável pela maquiagem protética utilizado pelos atores em questão. E vale lembrar que o mago dos efeitos visuais, responsável por Jurassic Park, Aliens – O Resgate, O Predador e O Exterminador do Futuro, entre tantos outros, é o produtor do longa.

Claro que ele vai ter as suas forçadas de barra, tem todo um romancezinho nhé entre Jessie, a personagem de Dushku e o mocinho, Chris (Desmond Harrington), aquela cena da árvore em que os personagens deveriam ter quebrado pernas, braços, costelas, coluna, dentes, mas saem ilesos, e nossa heroína que de repente, do nada, no calor do confronto final, sabe manejar um arco e flecha com uma precisão imensa, sem nunca ter sido mencionado suas aulas com Clinton Barton ou Oliver Queen.

Mas está valendo, pois Pânico da Floresta entrega aquilo que se propõe, ser uma cópia/homenagem/inspiração/referencia/mistura de O Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos, só que das boas, isso que importa, nunca perdendo a mão em ser um filme sujo, violento e brutal.

Duro mesmo é saber que o longa se tornou uma franquia e mais CINCO continuações foram feitas, inclusive a última delas datada de 2014. Por quê? Não vou dizer que não assisti nenhuma, pois em um desses final de ano desses na praia passou a quarta parte na Sky, que se passa na neve, e na falta de algo melhor para se ver, e não ter que jogar buraco com a família da namorada, acabei por assisti-lo. Experiência para se esquecer!

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LINDEZA!



Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. Marcus Vinicius disse:

    Desculpe falar tão tarde, mas eu dei falta das continuações de Jurassic Park. Sei que muitos fãs não gostam delas, mas elas são bem melhores do que por exemplo A Hora do Pesadelo 2 e Massacre da Serra Elétrica 2, que estão nessa lista.
    E o que achou de Jurassic World?

    • Marcos Brolia Marcos Brolia disse:

      Oi Marcus. Desculpe também demorar tanto para responder. Acontece que A Hora do Pesadelo e Massacre da Serra Elétrica 2 são duas franquias do terror. Nesse momento as continuações de Jurassic Park não entram na lista, mas futuramente pretendo resenhá-las. Detestei Jurassic World… Achei bem meia-boca… :/

  2. Papa Emeritus disse:

    Pânico na Floresta é bom, mas as sequências são difíceis de engolir. Eu assisti a todas e foi uma tortura ter que digeri-las.

  3. […] Mais um thriller sobrenatural vem aí, dessa vez com produção da Twentieth Century Fox. The Other Side of the Door traz Sarah Wayne Callies, a finada Lori Grimes de The Walking Dead e Jeremy Sisto, de May – Obsessão Assassina e Pânico na Floresta. […]

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