759 – Re-Animantor – Fase Terminal (2003)

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Beyond Re-Animator


2003 / Espanha / 96 min / Direção: Brian Yuzna / Roteiro: José Manuel Gómez, Brian Yuzna (não creditado), Miguel Tejada-Flores (história) / Produção: Brian Yuzna, Julio Fernández; Carlos Fernández, Julio Fernández (Produtores Executivos) / Elenco: Jeffrey Combs, Tommy Dean Musset, Jason Barry, Bárbara Elorrieta, Elsa Pataky, Lolo Herrero, Simón Andreu


Quase vinte anos depois do clássico absoluto, Re-Animator – A Hora dos Mortos-Vivos eis que Brian Yuzna, produtor do longa original (que como vocês bem devem saber – espero –  fora dirigido por Stuart Gordon) resolve retomar ao universo de Herbert West e, junto de sua produtora hispânica, Fantastic Factory, comete dirige esse Re-Animator – Fase Terminal.

Deslocado no tempo em um novo século, completamente sem necessidade e que não serve nem para os fãs mais ávidos e saudosistas, apesar de trazer novamente o ator Jeffrey Combs como o “Dr. Frankenstein moderno”, o título em português, “Fase Terminal” é o que melhor representa esse filme.

Certo, sabemos que tanto Re-Animator quanto sua continuação direta, A Noiva de Re-Animator, são clássicos do splatter com uma grande veia cômica e piadas de humor negro, duplo sentido e conotação sexual. Era o que se encaixava perfeitamente naquele climão anos 80. Agora em 2003, o casamento não funcionou nada bem, e não só pelo orçamento baixo e a falta absoluta de qualquer esmero técnico, presente nos longas anteriores mesmo tendo o dedo podre de Charles Band e sua Empire Pictures no meio, mas simplesmente pela comédia ridícula, sem graça e exagerada, apesar da já propensa natureza caricata de Herbert West e suas experiências, em detrimento de um decente filme do subgênero.

A trama começa com um zumbi invadindo uma casa, apavorando um moleque e matando sua irmã mais velha. O garoto em choque vê a polícia abatendo o cadáver ambulante e prendendo West nas imediações. Antes de entrar na viatura, ele deixa cair uma ampola do seu famoso líquido verde fluorescente capaz de reanimar os mortos.

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Cadê meu café?

Elipse temporal e depois de 13 anos West está cumprindo a pena em uma prisão de segurança máxima quando o Dr. Howard Phillips (para quem não sabe, o H.P. de H.P. Lovecraft, autor do conto “Herbert West – Reanimador”, é exatamente Howard Phillips), interpretado por Jason Barry, é transferido como novo médico da penitenciária. Ele é na verdade o garoto que testemunhou a morte da irmã e tentou reanima-la com a fórmula de West, guardando o material por todo esse tempo, construindo seu caminho até o infame cientista para ajuda-lo a replicar o soro.

Paralelo a isso, uma audaciosa repórter, Laura Olney (Elsa Pataky) a gostosa sedutora da vez, está a fim de escrever uma matéria sobre West, investigando o massacre cometido por ele durante sua residência no hospital da Universidade de Miskatonic. Para isso não vai medir esforço, chegando até a seduzir o carrasco diretor da prisão, Brando (Simón Andreu).

Beleza, Re-Animator – Fase Terminal vai se levando em banho-maria até onde dá, sem nada de novo no front, com os experimentos de West no presídio, com seus zumbis e ratos reanimados, vários detentos completamente caricatos e repletos de estereótipos, humor pueril até a derrocada final, quando aí o filme se perde de vez e vira um pastiche, uma patifaria, com direito ao diretor se transformar em um zumbi-homem-rato-mutante (mas que de rato tem somente os dentes salientes da frente, parecendo dentaduras postiças de fantasias compradas nas lojas da Ladeira Porto Geral), Laura que vira uma zumbi dominatrix e um embate final entre um rato e um pênis decepado! Galhofa total, mas da péssima.

Re-Animator – Fase Terminal é completamente dispensável e algo que poderia render uma saudosa volta de Combs interpretando nosso cientista louco preferido, é só uma caricatura de um dos melhores filmes de terror dos ano 80, que lá em meados dos anos 2000 (quando chegou ao Brasil direto para o DVD) não valeu o dinheiro gasto na locação, e hoje não merece uma revisita, ou uma primeira chance para aqueles que nunca tiveram o desprazer de assisti-lo.

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Elementar, Dr. West!


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. Papa Emeritus disse:

    Olha, talvez eu esteja fora de mim, mas não achei esse filme essa bomba toda não. Na verdade, tem cenas dele que eu gostei. É claro que os dois primeiros filmes da “trilogia” são disparados os melhores e clássicos absolutos. São bem melhores que esse terceiro filme. Mas já vi coisa muito pior que essa terceira parte. Digamos que, se Re-Animator Fase Terminal fosse um prato de comida, eu conseguiria traçar. Hehehehehehe.

  2. Sick Mind disse:

    cara esse terceiro filme da trilogia é pura comédia

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