787 – Horror em Amityville (2005)

The Amityville Horror


2005 / EUA / 90 min / Direção: Andrew Douglas / Roteiro: Scott Kosar (baseado no roteiro de Sandor Stern e no livro de Jay Anson) / Produção: Michael Bay, Andrew Form, Brad Fuller; Matthew Cohan, Stefan Sonnenfeld (Produtores Associados); Randall Emmett, George Furia, Paul Mason, Steve Whitney (Coprodutores Executivos); Ted Field (Produtor Executivo) / Elenco: Ryan Reynolds, Melissa George, Jesse James, Jimmy Bennet, Chlöe Grace Moretz, Philip Baker Hall


 Em sua segunda releitura de um filme clássico de terror, a Platinum Dunes acertou novamente com Horror em Amityville. O Massacre da Serra Elétrica de 2003 deu uma nova roupagem para o seminal filme de Tobe Hooper, e agora a revisita a mais famosa casa mal-assombrada do cinema (e da vida real, em partes) mostrou-se bem melhor do que o original de 1979.

Apesar de Terror em Amityville ser dos mais célebres filmes de terror dos anos 70, que até gerou uma infinidade de continuações, prequelas, spin off, e tudo mais, o fato consumado é que ele é um beeeeem fraquinho. Arrastado, atuações medíocres, não desenvolve todo o potencial da trama e não é nem um pouco assustador e climático, caindo muito mais na história da lembrança afetiva.

Já no remake dirigido por Andrew Douglas e produzido por Michael Bay (sempre acho tão estranho escrever isso), Andrew Form e Brad Fuller, pelo menos o filme é mais atmosférico, dinâmico e assustador, claro, repleto de jumpscare e todos aqueles artifícios que meio que manda o terror psicológico – esse sim que cairia como uma luva no longa – para as cuias, e por incrível que pareça, conta com uma boa atuação de Ryan Reynolds (melhor até que de James Brolin), principalmente durante sua descida à loucura, atormentado pelos espíritos que também ali habitam.

A trama é a mesma, inspirado pelo livro de Jay Ansen, aquele mesmo alardeado de forma sensacionalista como baseado em fatos reais. O prólogo mostra Roland DeFeo executando a sua família a sangue frio, botando a culpa nas vozes. Depois dos créditos em tom documental, utilizando vídeos e recortes sobre o crime e o julgamento de DeFeo, somos apresentados ao casal George e Kathy Lutz, Reynolds e a lindíssima Melissa George, que se muda para a casa onde os crimes ocorreram, ignorando o preço do imóvel que estava uma pechincha.

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Comando para matar

Bom, não demora que as entidades, as mesmas que enlouqueceram DeFeo, comecem a investir pesado em George, que passa a ter um comportamento errático e violento com sua esposa e os enteados, incluindo aí a jovem Chelsea, primeiro papel de Chlöe Grace Mortez no cinema, que de lambuja faz amizade com o espírito da menina Jody, assassinada por ali. Também tem o pequeno detalhe, depois descoberto por Kathy, que o local também era uma antiga prisão e local de sacrifício e tortura de índios no passado.

Como disse, comparado com o material original, que tem um valor histórico e sentimental que realmente não entendo de verdade (a sequência/prequela, Amityville 2 – A Possessão é infinitamente superior), Horror em Amitvyle se sobressai (eu DETESTO aquele epílogo da menina fantasma, mas tudo bem, revelamos) apesar de apegar bastante nas fórmulas apelativas de susto fácil. Pelo menos seu terceiro ato, mais físico, carrega uma boa dose de sobrevivência e adrenalina, enquanto Reynolds persegue sua família com um machado pela malfadada habitação.

Um detalhe peculiar é que a atriz Melissa George alegou ter experimentado “sentimentos sobrenaturais” durante as filmagens e algumas cenas em que ela está assustada, foram reações genuínas da loira. Ela sentia algumas presenças no set enquanto as câmeras não estavam rodando. Se ela tá dizendo…

Horror em Amityville tem aquele padrão Platinum Dunes, para o bem ou para o mal, mas pelo menos é um daqueles raros casos que supera o original, e isso precisa ser destacado.

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♪ Era uma casa muito assombrada… ♫


 

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. Matheus L. CARVALHO disse:

    Desculpa Marcão, mas, eu achei desnecessário, e uma afronta ao filme original.
    Achei também uma pena ver a Melissa George nesse filme. Pelo menos, ela se redimiu com 30 Dias de Noite. E sempre achei o Ryan Reynolds um grande bosta.
    Enfim… Não gostei.

    Mais uma vez, desculpe a sinceridade.

    Grande abraço.

  2. Fenn disse:

    Não foi o Josh Brolin, foi o James Brolin, pai do Josh. Fora isso, concordo! Uma das raras vezes em que gostei mais do remake.

  3. Julay disse:

    James Brolin. Josh é o filho dele, também ator.

  4. Pablo disse:

    Perderam a chance de fazer o filme do tipo como foi feito com O Exorcista. Sem música, estilo documental, ambientação sinistra (mesmo)..
    Uma decepção.

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