788 – Hellraiser 7: O Retorno dos Mortos (2005)

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Hellraiser: Deader


2005 / EUA, Romênia / 88 min / Direção: Rick Bota / Roteiro: Neal Marshall Stevens, Tim Day / Produção: David S. Greathouse, Ron Schmidt, Stan Winston; Nick Phillips (Produtor Executivo) / Elenco: Kari Wuhrer, Paul Rhys, Simon Kunz, Marc Warren, Georgina Rylance, Doug Bradley


As picaretagens das tosquíssimas continuações do seminal filme de Clive Barker continuam em Hellraiser 7: O Retorno dos Mortos, na sua escala decrescente de qualidade (e que infelizmente não para por aqui).

Picaretagem, porque tais quais suas execráveis continuações anteriores, Hellraiser: Inferno e Hellraiser: Caçador do Inferno, o roteiro original, escrito por Neal Marshall Stevens, não tinha absolutamente nenhuma ligação com a mitologia de Pinhead e cia limitada, e foi apenas enxertado o personagem, os cenobitas, a Configuração das Lamentações e um personagem revelado como descendente de LeMarchand no terceiro ato, apenas para a Dimension continuar com os direitos da franquia, lançando mais uma bomba direto no mercado de home vídeo, e ainda por cima, filmado simultaneamente com a oitava parte, que infelizmente, serei obrigado a comentar no post de amanhã.

Hellraiser 7 é um típico filme pobre de baixo orçamento de décima categoria que serve apenas para afundar cada vez mais no próprio inferno da vergonha o personagem clássico criado por Barker. A premissa, que poderia até ser interessante se vista por um ponto de vista separado (mais uma vez friso que o conceito original não teria nada a ver com a cinesérie) traz uma jornalista, Amy Klein (Kari Wuhrer, de Anaconda) que vai até a Romênia investigar um culto ocultista, conhecido como “Deaders” que parece possuir o poder de fazer seus membros retornarem à vida depois de mortos. O editor da moça recebe uma fita pelo correio e a manda checar a história.

Lá, ela irá se deparar primeiramente com a Configuração de LeMarchand, que para quem não sabe, é o nome daquele cubo capaz de abrir as portas do inferno e convocar os Cenobitas, e então, indo mais a fundo da “mortal” trama, ela irá se deparar com Winter (Paul Rhys), o líder dessa seita, mas não antes de serem gastos preciosos minutos de nossa vida em um filme fraco de doer, entediante, com uma tosca mistura de realidade e devaneios da jornalista, até seu plot twist, que já revelei lá em cima com um SPOILER mas não dou a mínima, pois considero um serviço de utilidade pública afastar o fã do horror dessa bomba.

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Decifra-me ou te devoro!

Winter é um descendente do Fabricante de Brinquedos, o francesão que criou a caixa (cuja história foi explicada em Hellraiser IV – Herança Maldita, oficialmente o último filme “original” da franquia e com algum tipo de envolvimento de Barker) e a usava para angariar seguidores e explicava os tais poderes das trevas capaz de trazê-los de volta a vida.

Misturado em uma história sem pé nem cabeça, que envolve até um sujeito cyberpunk que tem um vagão balada no metrô (JURO!), o que salva Hellraiser 7 do mais completo fracasso são três cenas em particular: a primeira, e que me perdoe, mas é realmente MUITO BOA, é quando Amy encontra o corpo de Marla (Georgina Rylance) morta enforcada em seu apartamento, de posse da caixa; a segunda, quando ela abre o quebra-cabeças pela primeira vez, invocando Pinhead (mais uma vez interpretado por Doug Bradley) e por último, uma cena de um massacre no tal vagão de trem, que lembra em muito a cena da boate de Hellraiser III – Inferno na Terra. Aliás, o final desse aqui, é uma cópia cuspida e escarrada também de Hellraiser – Renascido do Inferno, com o destino do antagonista IGUALZINHO ao de Frank Cotton no original (só faltava ele falar que Jesus chorou e coisa e tal).

Agora sabe qual é a mais mórbida das curiosidades sobre esse longa? É que o produtor do mesmo é ninguém menos que o mago dos efeitos especiais, Stan Winston, o cara que só tem na bagagem dele Aliens – O Resgate, O Predador, O Exterminado do Futuro, Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros, Homem de Ferro e Avatar, entre outros.

Hellraiser 7: O Retorno dos Mortos só não é o pior da franquia (briga de foice no escuro com as sequências anteriores), porque tiveram a pachorra de lançar mais dois filmes depois (inclusive outro ainda no MESMO ANO), que conseguem, respectivamente, ser uma porcaria ainda maior!

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Um lixo para uns, uma porcaria para outros!



Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. André Coletti disse:

    Ah…este é com certeza o pior filme da série.
    Gosto muito do Inferno e não acho o revelations tão ruim.
    Este e hellseeker empatam na picaretagem e ruindade.

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