828 – Jogos Mortais 4 (2007)

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Saw IV


2007 / EUA, Canadá / 93 min / Direção: Darren Lynn Bousman / Roteiro: Patrick Melton, Marcus Dunstan / Produção: Mark Burg, Gregg Hoffman, Oren Koules; Greg Copeland (Coprodutor); Troy Begnaud (Produtor Associado); Peter Block, Jason Constantine, Stacey Testro, James Wan, Leigh Whannell (Produtores Executivos) / Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Scott Patterson, Betsy Russell, Lyriq Bent, Athena Karkanis, Louis Ferreira


Foi daqui pra frente que a franquia Jogos Mortais virou Brasil e confirmou aquela presepada de lançar uma sequência atrás da outra, e uma pior que a outra, todo ano, até espremer o bagaço da laranja do Jigsaw. O sujeito já tinha batido as botas em Jogos Mortais 3, e ainda assim não deixaram o pobre John Kramer descansar em paz.

Além disso, Jogos Mortais 4 é o primeiro que não tem envolvimento direto de Leigh Whannel e James Wan na história/ roteiro, apenas lá cumprindo tabela como produtores executivos, e também é o último que Darren Lynn Bousman dirige, terceiro na sequência.

Mas Bousman na verdade havia recusado de prima, mas decidiu, por insistência dos produtores, que daria uma lida no roteiro mesmo assim.  O sujeito topou dirigi-lo quando o plot twist do roteiro o deixou completamente surpreso, algo que ele achava impossível depois de estar envolvido nos três Jogos Mortais anteriores.

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Filmado em Oa

Mas convenhamos, nem é para tanto vai. Bacana, tem lá uma reviravolta no final (bem como TODO OS JOGOS MORTAIS) que é das mais capengas, apenas para continuar sugando qualquer coisa que a franquia tenha a oferecer, e dar um jeitinho de estendê-la, mesmo com Jigsaw já comendo capim pela raiz no último filme (neste ele aparece todo em flashback, tirando a cena inicial da autópsia) e introduzir um novo cúmplice nunca dantes revelado, que na verdade não era Amanda Young, passando o protagonismo do assassino e o sujeito que bolou todas as armadilhas desse quarto filme (e contando).

Aliás, nessa altura do campeonato (e vai piorar ainda mais, sabemos) chegamos naquele ponto em que as mortes de Jogos Mortais seguem o mesmo fatídico caminho dos filmes slasher, tentando ser uma mais violenta, criativa e espetaculosa que a outra e sempre toda cheia das mais absurdas traquitanas para ser construídas. Realmente o John Kramer era um PUTA ENGENHEIRO, e sabemos que parecia não ter muito mais o que fazer da vida, uma pia de louça suja para lavar, e por aí vai.

A trama se passa na mesma timeline do anterior (o que vamos nos ligar mesmo somente no final do filme, quando ele vai fazer sua conexão com os acontecidos da morte de Jigsaw e as armadilhas preparadas para a médica Lynn Denlon e seu marido Jeff) – mesmo com aquele começo da autópsia, um dos momentos mais gráficos e nauseantes da cinesérie – e vai seguir principalmente o tenente Daniel Rigg (Lyriq Bent), que foi pego em uma armadilha de Kramer que irá mexer com seu psicológico, enraivecido após a morte da oficial Kerry e do desaparecimento do detetive Matthews (O ex-New Kids On The Block Donnie Wahlberg).

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It’s a trap!

 

Em paralelo a isso, seremos apresentados ao passado de Kramer e sua relação com a esposa, Jill Tuck (Betsy Russell), e também ao trágico destino que liga Matthews, refém em uma armadilha preste a morrer, e o também recém raptado tenente Hoffman (Costas Mandylor), além e outros dois agentes que procuram por Rigg que sai que nem uma vaca louca sozinho atrás de Jigsaw, Strahm (Scott Patterson) e Perez (Athena Karaknis).

Todo esse jogo de gato e rato, as armadilhas, as pistas e o jeito como o filme é construído chegam ao terceiro ato colocando tudo junto e misturado, elucidando as motivações de Kramer, que vão além do câncer diagnosticado em seu cérebro e o acidente de carro que quase lhe tirou a vida, para BANG, rolar o tal do plot twist que deixou Bousman a fim de dirigir essa quarta parte.

Acontece que Jogos Mortais 4 caiu em uma vala comum, já perdeu todo a originalidade quando James Wan e Leigh Whannel criaram o primeiro, em 2004, e daí foi sendo lançado todo maldito Dia das Bruxas. Mas até o terceiro deu jogo, daqui pra frente, tornou-se dispensável e uma cópia sem qualidade de si mesmo. Esse inclusive foi o último que vi no cinema, ainda não por minha livre e espontânea vontade, mas acompanhando uma pessoa que queria muito assistir e era fã da saga. Depois desse, eu literalmente, desisti de Jigsaw e suas quase infinitas continuações.

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Mente aberta!

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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