83 – Tarântula (1955)

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Tarantula


1955 / EUA / P&B / 80 min / Direção: Jack Arnold / Roteiro: Martin Berkeley, Robert M. Fresco e Jack Arnold (história) / Produção: William Alland / Elenco: John Agar, Mara Corday, Leo G. Carrol, Nestor Paiva, Ross Elliott, Edwin Rand


 

Tarântula é mais um dos famosos filmes do ciclo Big Bugs do cinema de terror e sci-fi da década de 50. Apesar de tecnicamente, a aranha não ser um inseto, e sim um aracnídeo. Mas enfim, quem liga para isso, quando se têm uma aranha peludona e gigantesca no deserto destruindo tudo e devorando pessoas?

E claro que seguindo à risca a tônica dessas produções B dos anos 50, temos aí uma criatura que ganhou um tamanho descomunal com uma mãozinha da radioatividade, um cientista louco, efeitos especiais tosquíssimos, atuações bisonhas e um roteiro estapafúrdio, todos elementos que juntos, garantem uma diversão certeira.

A equipe responsável pela Revanche do Monstro, lançado no mesmo ano, está quase toda junta novamente em Tarântula. O diretor Jack Arnold, o roteirista Martin Berkeley, o produtor William Alland e o ator John Agar no papel de mocinho, interpretando o Dr. Matt Hastings. Até Clint Eastwood novamente faz uma ponta no começo de carreira, com o piloto dos jatos que a aeronáutica manda para acabar com o perigo gigante de oito patas.

Pois bem, situado em Desert Rock, no Arizona, somos apresentados ao Prof. Gerald Demmer (Leo G. Carrol), o cientista maluco da vez, especialista em biologia nutricional, que tem como meta altruísta de vida, manipular atomicamente os nutrientes para solucionar um grave problema populacional no futuro, onde com certeza haverá falta de alimentos devido a super povoação da Terra. É engraçado em certo diálogo, o Prof. projetando que no ano 2000 o mundo teria mais de 3 bilhões de habitantes. Mal sabia o coitado que íamos chegar em 2012 com mais de 7 bilhões de pessoas.

Aracnofobia gigante

Aracnofobia gigante

Um dos assistentes, na busca rápida por resultados, aplica a fórmula instável em si mesmo, após ver coelhos, porquinhos da índia e uma tarântula crescerem exponencialmente depois das injeções, e acaba morrendo poucos dias depois de acromegalia, doença causada pelo aumento da secreção da glândula do crescimento, mas que leva anos para se manifestar e levar à morte. Porém quando seu laboratório é atacado por outro de seus estudantes assistentes (sempre culpa do estagiário!!!), o professor acaba sendo contaminado e a tarântula escapa, ganhando a planície do deserto, se alimentando de gado e também de humanos, chegando ao impressionante tamanho de 30 metros de altura!!!

Cabe então ao bom moço Dr. Hastings e sua paixonite e nova assistente do Prof. Demmer, Stephanie “Stevie” Clayton (Mara Corday) tentarem alertar a população, a polícia local e mais tarde os militares, para impedir o rastro de destruição que o terrível aracnídeo está causando, inclusive derrubando por ali os postes de luz e de telefone e jogando caminhonetes da ribanceira. E obviamente o mais legal de tudo são os efeitos especiais utilizados para mostrar essa besta gigante em cena.

Foi filmada uma tarântula de verdade, depois através da técnica de sobreposição de imagens, a forma do animal aumentada foi colocada no deserto e na cidade, dando aquela impressão beeeeem autêntica de realidade, sabe? Há também algumas cenas de ataque, quando a aranha está em primeira pessoa, vendo um pobre fazendeiro pequenino ali no chão, mostrando apenas duas de suas patas balançando para cima e para baixo. Para quem gosta desse tipo de podreira, é um prato cheio.

Dessa onda de animais gigantes, que começou com O Mundo em Perigo, tendo formigas vitaminadas como vilãs, Tarântula é um dos seus maiores expoentes, e até um dos mais “bem feitos”, que claro, também serviria para ajudar a abrir o caminho para outros insetos e aracnídeos, como louva-deuses e escorpiões, tentarem acabar de vez com o reinado humano no planeta.

Maldita aranha!

Maldita aranha!



Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. […] de filmes como A Ameaça que Veio do Espaço, O Monstro da Lagoa Negra, Guerra Entre Planetas e Tarântula, entre outros, que ajudaram a também colocar o estúdio como um dos principais do gênero. Em O […]

  2. […] direção, fotografia e pela interessantíssima atuação do cansastrão John Agar (vista já em Tarântula e A Revanche do Monstro, por exemplo), com o papel do cientista Steve March, o “possuído” por […]

  3. […] que teve seu pontapé inicial em O Mundo em Perigo, e tem também outros famosos exemplares como Tarântula e O Escorpião Negro. E falando em Tarântula, o mesmo produtor e roteirista William Alland (de O […]

  4. […] Atômico, entre outros, e Mara Corday, que vive a fazendeira Teresa Alvarez, a mesma atriz de Tarântula e O Ataque vem do Polo. Ou seja, uma duplinha famosa dos filmes B de sci-fi da […]

  5. […] Universal, tendo já tinha em seu currículo nesta altura do campeonato, O Monstro da Lagoa Negra e Tarântula, que coincidentemente também traz à tona a questão da mudança de tamanho e os efeitos que isso […]

  6. […] com a fome do mundo, temendo a iminente superpopulação do planeta (mais ou menos como o enredo de Tarântula, sabe?). Só que a ideia genial, excepcional, merecedora de um prêmio Nobel, é reduzir as pessoas […]

  7. […] Filmado em Technicolor o que dá um tremendo charme para o filme e ao mesmo tempo expõe ainda mais sua desastrosa passagem pelos anos (ainda mais hoje que chegamos a um nível absurdo de efeitos especiais), a fita é produzida por William Alland, famoso produtor da Universal que também foi responsável por outros clássicos do período para o estúdio, como: A Ameaça que Veio do Espaço, O Monstro da Lagoa Negra e Tarântula. […]

  8. […] Mundo em Perigo, trazendo formigas gigantes, e foi seguida por outros clássicos e bagaceiras como Tarântula, O Escorpião Negro e The Deadly […]

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