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863 – Jogos Mortais 6 (2009)

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Saw VI


2009 / EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália / 92 min / Direção: Kevin Greutert / Roteiro: Patrick Melton, Malcon Dunstan / Produção: Mark Burg, Gregg Hoffman, Oren Koules; Troy Begnaud (Coprodutor); Kaleigh Kvanaugh (Produtor Associado); Peter Block, Jason Constantine, Daniel J. Heffner, Stacey Testro, James Wan, Leigh Whannell / Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge, Athenas Karkanis


Em minha recente resenha sobre Jogos Mortais 5, eu falei sobre a tarefa hercúlea de resenhar uma cinesérie tão na descendente, que lança um filme por ano todo Halloween, que já explorou até o bagaço da fruta e vem só continuando recauchutando sua fórmula sistematicamente para tentar arrancar umas moedas de bilheteria.

Mas por incrível que possa parecer, o capítulo anterior da saga de Jigsaw havia me surpreendido positivamente. Agora esse Jogos Mortais 6 é um LIXO, o pior filme da franquia até então, sem a menor necessidade de existir, que comete todos os vícios e erros dos anteriores e é uma verdadeira perda de tempo que não acrescenta absolutamente nada à trama, além de conseguir enveredar a história cada vez mais para o fundo do poço.

Quando James Wan e Leigh Whannell criaram Jogos Mortais, lá em 2004, até hoje ainda o filme mais criativo e inspirado do malaio diretor dos Invocações do Mal, acho que ninguém fazia a menor ideia que depois de cinco anos ainda teríamos continuações pasteurizadas desgraçando todo aquele trabalho feito com tanta originalidade e transgressão e que deu o pontapé inicial ao torture porn.

Tirando a tal da armadilha do carrossel e aquele começo, que realmente é de uma agonia filha da mãe e de uma violência gráfica chocante, o filme todo pode ser jogado completamente no lixo, mesmo que tente manter e explicar a timeline dos acontecimentos envolvendo a morte de John Kramer, mais uma vez com o papel reprisado por Tobin Bell, seu envolvimento com o Detetive Hoffman (Costas Mandylor), que está mais canastrão do que nunca, e até teremos a volta de Amanda, a suposta protegida do assassino, vivida mais uma vez por Shwanee Smith, que não retornava a série desde Jogos Mortais 3.

Tem gente que pede logo o braço!

Tem gente que pede logo o braço!

No meio da trama, uma ridícula última armadilha preparada por Jigsaw antes de morrer, construída por Hoffman junto de Jill Tucker (Betsy Russell), a ex de Kramer, que recebeu as coordenadas no conteúdo da caixa entregue a ela pelo advogado do vilão no longa anterior, que envolve o dono de uma nefasta companhia de seguro saúde, como uma vingancinha por ter negado cobrir as despesas médicas do tratamento do câncer de Kramer. Fora isso, o FBI está na bota de Hoffman, desconfiadíssimo da tentativa de incriminar o agente Strhamm no longa anterior.

É tudo tão ridículo, tão mais do mesmo e tão descartável, que nem vale a pena discorrer sobre a trama, o modo piloto automático de todos os atores envolvidos, o roteiro raso, cheio de buracos, o final óbvio querendo pagar de disruptivo com um plot twist canhestro, as mortes elucubradas nas armadilhas rocambolescas de costume e a péssima direção afetada e frenética de Kevin Greutet, que consegue ser ainda pior que de Darren Lynn Bousman, se é que isso é possível.

Resultado: a menor abertura da série, faturando apenas 14 milhões de dólares nos EUA e a menor bilheteria da franquia nos cinemas até então, fazendo menos de 100 milhões no mundo todo. Porque né, o público também não é trouxa de ficar engolindo um filme pior que o outro todo ano e gastando seu dinheiro no cinema para isso. Outro fator determinante foi a estreia de Atividade Paranormal, também um filme de terror independente de baixo orçamento, como outrora foi Jogos Mortais, que acabou engolindo Jigsaw na bilheteria.

Mas claro, que como Jogos Mortais 6 termina, com um baita cliffhanger, ainda haveria mais um longa a ser feito, e que por gratidão dos céus, foi o último, encerrando com uma franquia já desgastada e insuportável há tanto tempo.

Jogo da crucificação

Jogo da crucificação


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

1 Comentário

  1. Lakisha disse:

    Touowdchn! That’s a really cool way of putting it!

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