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864 – Legião do Mal (2009)

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La Horde / The Horde


2009 / França / 90 min / Direção: Yannick Dahan, Benjamin Rocher / Roteiro: Yannick Dahan, Benjamin Rocher, Arnaud Bordas, Stéphane Moïssakis / Produção: Raphaël Rocher; Thomas Cappeau, Bambou Nguyen (Produtores Asssistentes) / Elenco: Claude Perron, Jean-Pierre Martins, Eriq Ebouaney, Aurélien Recoing, Doudou Masta, Yves Pignot


PUTA filme de zumbi esse francês Legião do Mal (apesar do título tosquíssimo em português). Até pelo fato dele ter sido produzido e lançado antes da massificação do subgênero (valeu aí, TWD), uma vez que hoje em dia a maioria das vezes é um saco assistir a um longa de mortos-vivos comedores de carne humana, tanto a superexposição do corpo apodrecido ambulante em todas as mídias.

Mas Legião do Mal não tem absolutamente nada a ver com isso, e o longa de terror e ação da dupla Yannick Dahan e Benjamin Rocher, ali pegando os estágios finais do ciclo new french extremity é sensacional, frenético, sangrento (menos do que deveria até eu achei, com muitas cenas em off), absurdo e que traz um pano de fundo interessantíssimo na luta pela sobrevivência em meio ao fim do mundo como nós conhecemos.

Antes de começar sua metade tresloucada, somos apresentados a um grupo de policiais franceses em busca de vingança. Um membro do time foi brutalmente assassinado por uma gangue de nigerianos, e os policiais resolvem fazer um acerto de contas, invadindo o prédio onde o líder e seus homens estão escondidos, que é um verdadeiro cortiço vertical caindo aos pedaços.

O plano deles dá terrivelmente errado, e logo os policiais se veem reféns da gangue, sendo executados friamente. Até que de repente, a hecatombe zumbi se instaura, e o prédio começa a ser invadido por uma horda de mortos-vivos, e uma improvável aliança entre os mocinhos e os bandidos precisam se formar, juntando forças para que eles saiam vivos daquele local.

Coladas na grade!

Coladas na grade!

Claro que haverá todo um estouro de conflitos e reviravoltas, explorando as motivações dos personagens, assim como o drama humano envolvido, mas diferente de querer bater na tecla do cinema zumbi como uma metáfora social, Legião do Mal manda tudo isso às favas em detrimento do cinema de ação. Então você pode esperar tiroteio, explosões, porradaria com os zumbis, uso de armas brancas, tudo lembrando muito um action movie, repleto de exagero e situações absurdas e surtadas, que dão aquele charme ao filme.

Sem dúvida a melhor cena, e a mais nonsense de todas – o que a torna sensacional – é quando um dos policiais, o bigoleta Ouessen (Jean-Pierre Martins) resolve enfrentar uma verdadeira turba enfurecida de zumbis de cima de um carro, atirando, dando facada, porrada, como um verdadeiro Rambo, e olha que demora uma cara para ele ser abatido, mesmo com centenas de mortos-vivos tentando atacá-lo. É absolutamente impagável! A sequência em que o líder traficante, Adewale (Eriq Ebouaney) vai esmagando repetidas vezes a cabeça de um zumbi contra a pilastra, tudo no muque, também merece menção honrosa.

Outra personagem de destaque Aurore (Claude Perron), cujo policial morto era seu amante, então mesmo em meio ao apocalipse zumbi, e tem contas a acertar com Adewale independente da parceria formada, e desde o começo tem já uma cara de final girl da vez, e René, personagem de Yves Pignot, um tiozão barrigudo bêbado completamente sem noção que irá se deliciar em determinado momento ao pegar uma imensa metralhadora giratória, tipo aquela de O Predador, saca, para acabar com a raça dos zumbis em um corredor. Pense quem não tem vontade de fazer isso, com sangue nos olhos?

Legião do Mal é adrenalina pura, principalmente na sua segunda metade, que não tem medo de entregar situações absurdas como todo bom filme de ação que se preze, e misturar com cenas de tensão e terror no modo sobrevivência, na melhor escola zumbi, tudo muito bem dirigido pela dupla, sabendo dosar muito bem os dois universos.

Rockstar!

Rockstar!

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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