871 – Zumbis na Neve (2009)

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Død snø / Dead Snow


 2009 / Noruega / 90 min / Direção: Tommy Wirkola / Roteiro: Tommy Wirkola, Stig Frode Henriksen / Produção: Tomas Evjen, Terje Strømstad; Magne Ek, Espen Horn, Kjteil Omberg, Harald Zwart (Produtores Executivos) / Elenco: Vegar Hoel, Stig Frode Henriksen, Charlotte Frogner, Lasse Valdal, Evy Kasseth Røsten


Para finalizar a década de 2000, a lista traz um dos melhores e mais divertidos filmes de zumbis dos últimos tempos, antes da banalização do morto-vivo, que vim direto da Noruega e traz nada mais nada menos que… ZUMBIS NAZISTAS!

Zumbis na Neve, dirigido por Tommy Wirkola é divertidíssimo, com tudo que um filme de zumbis deve ter, tanto no quesito gore, quanto no humor negro e uma cacetada de referencia ao próprio subgênero, mostrando-se um filme afiado e com todos os elementos para uma produção de sucesso que entretém quem procura uma bela bagaceira.

Mesmo não sendo um tema original, uma vez que já vimos cadáveres milicos seguidores de Hitler em Ondas de Pavor com Peter Cushing e O Lago dos Zumbis do infame Jean Rollin e Oásis dos Zumbis do mais infame ainda Jesús Franco. Aliás, esses últimos dois esculhambadíssimos euro trash parecem ser das principais influências no roteiro escrito por Wirkola e Stig  Frode Henriksen, que atua no longa.

Sucesso na Escandinávia que chegou ao mercado americano, Zumbis na Neve traz a história de um grupo de estudantes de medicina que vão passar um final de semana em uma cabana isolada em uma montanha coberta de neve para esquiar, sem saber que inadvertidamente entraram no território de um grupo de zumbis nazistas, mortos em uma emboscada durante a II Guerra Mundial pelos aldeões que ali moravam, escondendo o tesouro alemão em uma cabana, exatamente onde os jovens se estabelecem.

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Esqui tunado

Na verdade, além dos mortos-vivos tradicionais da cultura pop cinematográfica, os vilões também são baseados em antigos seres mitológicos nórdicos conhecidos como “draug”, criatura morta que habita sepulturas, muitas vezes túmulos de homens importantes, já que geralmente existiam tesouros enterrados neles. O “draug” tinha como função proteger esses tesouros como se fossem seus próprios.

Assim que os jovens descobrem o ouro nazista escondido em um baú dentro da cabana, os monstros cadavéricos e sádicos reanimados da SS resolvem ataca-los em busca da recuperação do tesouro, e daí o filme torna-se sensacional, com uma cacetada de mortes extremamente gráficas, ao melhor estilo Geogre A. Romero misturado com Sam Raimi e Peter Jackson (Fome Animal é outra grande influência, sendo que até um dos personagens utiliza uma camiseta do filme), e doses cavalares de desvio cômico e situações absurdas e escatológicas.

Bem daquelas propositalmente toscas e forçadas, exatamente para arrancar o riso e não se levar a sério em nenhum momento, com muito sangue, tripas espalhadas e órgãos palpitantes expostos, alguma cenas de total absurdo, e os personagens sendo banhados de vermelho, assim como a neve, na tentativa de destruir as criaturas e sobreviver, ignorando todos os limites da acurácia médica. Fora aquele maravilhoso final totalmente sacana!

Apesar de não trazer  nenhuma novidade, Zumbis na Neve é um excelente mix de humor negro típico de um filme camp, que tem seus momentos gráficos mas que não se leva a sério desde o princípio, sustos, e tensão sangue e muitas vísceras, para fã nenhum reclamar.

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Nazista no extremo da Terra


 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. Rogério Santos disse:

    Assisti apenas a continuação, uma esculhambação só. Ri até ficar com cãibras na barriga. Um dos filmes mais divertidos dos últimos anos.

  2. Papa Emeritus disse:

    Gosto dos dois filmes feitos até aqui. Me fez lembrar do clima da trilogia original da Volta dos Mortos Vivos em termos de humor negro.

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