872 – Atividade Paranormal 2 (2010)

paranormal_activity_two_xlg.jpg

Paranormal Acitvity 2


2010 / EUA / 91 min / Direção: Tod Williams / Roteiro: Michael R. Perry, Christopher Landon, Tom Pabst / Produção: Jason Blum, Oren Peli; Akiva Goldsman, Steven Schneider (Produtores Executivos) / Elenco: Brian Boland, Molly Ephraim, Katie Featherson, Sprague Ginsberg, Micah Sloat, Vivis Colombetti


Foi em 2009 que Atividade Paranormal de Oren Peli, produzido por um Jason Blum que ainda não fazia a menor ideia que se tornaria o midas do terror moderno, chegou aos cinemas, mesmo depois de dois anos rodando festivais tentando conseguir um lugar ao sol, faturando mais de 193 milhões de dólares de bilheteria (lembrando que seu orçamento foi de irrisórios 15 mil doletas) tornando-se um big hit independente instantâneo e colocando os holofotes sobre o found footage.

Não tardou para que no ano seguinte uma sequência fosse colocada nas telas, ainda mais por conta do caminhão de dinheiro que o primeiro filme fez com dinheiro de pinga gasto para sua realização, e Atividade Paranormal 2 deu início a primeira franquia do cinema de terror nessa nova década, depois responsável por satura sua própria fórmula (como toda franquia sem exceção fez, desde a Era de Ouro dos monstros da Universal) e o subgênero das fitas encontradas, apenas para seguir a cartilha.

Os acontecimentos do longa de Tod Williams estabelecem-se como uma linha narrativa para explicar o antes, durante e depois da trama apresentada em Atividade Paranormal. A história começa em agosto de 2006, antes do acontecido registrado entre setembro e outubro seguintes pelo casal Katie (Katie Featherson) e Micah (Micah Sloat), o que tecnicamente o coloca como um prequel, e não uma sequência propriamente dita.

O foco no longa é na irmã de Katie, Kristi (Sprague Grayden), que mora com seu marido, Daniel (Brian Bolland), Ali (Molly Ephrain), sua enteada e Hunter, filho recém-nascido do casal. Eles instalam câmeras de segurança em sua casa que fora invadida durante uma viagem, para monitorar o local e sentirem-se mais seguros. Claro que aos poucos, como vemos durante cenas e mais cenas enfadonhas e que dão no saco, do circuito interno das câmeras, vamos ver atividades de poltergeist no local.

large-screenshot1.jpg

Atividade no Berço

Enquanto isso, Katie e Micah visitam a casa e começam a contar sobre as experiências estranhas que também estão vivenciando em sua residência, fechando o paralelo narrativo em que os dois filmes acabaram se conectando no final. Kristi obviamente começa a lutar contra sua própria sanidade e paranoia, enquanto seu marido e enteada não acreditam nela, e passa a fazer a boa e velha investigação no Google por conta própria, descobrindo que talvez seu filho, Hunter, tenha sido oferecido a um pacto demoníaco em troca do primogênito por riqueza.

Bom, rolam umas papagaiadas envolvendo pactos, exorcismo, uma empregada latina mística que acaba sacando tudo e sempre tem uma solução, apenas para criar esse elo de ligação (que mais tarde seria ainda mais explorado na prequel do prequel que foi Atividade Paranormal 3) e no ínterim acabamos descobrindo o que de fato estava acontecendo com a família, possuindo Kristi e que logo menos passaria a atormentar Katie, tudo para chegar ao até decente plot twist final, após um filma basicamente entediante e que conseguiu jogar por terra toda a originalidade e frescor do primeiro, ainda mais se pautando em explicações fáceis e saídas ainda mais fáceis.

ALERTA DE SPOILER: Pule para o próximo parágrafo ou leia por conta e risco. A trama se conecta com o final de Atividade Paranormal no terceiro ato quando, um dia após a morte de Micah no original, Katie, agora possuída, recebendo o espírito demoníaco que atormentava Kristi depois de um ritual de transferência para algum parente de sangue, retorna à casa da irmã, mata Daniel no sofá, vai até o quarto do pequeno Hunter, também dando cabo da vida da irmã e raptando o bebê. Sobe os créditos dizendo que o paradeiro de ambos continuava desconhecido…

O filme em si é mediano, desnecessário mesmo que tente fazer uma conexão na trama, mas assumidamente caça-níquel, daqueles sequências de um sucesso retumbante que não sabe muito dizer ao que veio. Custando a minharia de 3 milhões de verdinhas (um orçamento muito superior ao original) e faturando mais de 40 mi só no final de semana de estreia, Atividade Paranormal 2 comprovou o status de fenômeno da cinesérie e estabelecendo-a no calendário quase que anual do gênero: foram feitos mais outros três sequências e um spin-off (isso sem contar o rip off japonês).

paranormal-activity-2-DI-2.jpg

BUSTED

 

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: