872 – Demônio (2010)

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Devil


2010 / EUA / 80 min / Direção: John Erick Dowdle / Roteiro: Brian Nelson / Produção: Sam Mercer, M. Night Shyamalan; Ashwin Rajan, Joh Rusk (Coprodutores); Drew Dowdle, Trish Hofmann (Produtores Executivos) / Elenco: Chris Messina, Logan Marshall-Green, Jenny O’Hara, Bojana Nokajovic, Bokeem Woodbine, Geoffrey Arend


Eu lembro que vi Demônio nos cinemas quando em sua estreia aqui no Brasil, atraído pelo fato de ser uma produção de M. Night Shyamalan, baseado em uma história do próprio, não que ele tivesse muito crédito na altura do campeonato depois de falhas e mais falhas seguidas após o estrondoso sucesso de O Sexto Sentido.

Ao término, tinha achado um plot bastante interessante, com um potencial de desenvolvimento incrível, que terminava de forma medíocre e nada satisfeito com o resultado, apesar de ter achado a história incrível. Só fui rever Demônio seis anos depois, para fazer essa resenha, e constatei duas coisas: que ele definitivamente não passa por uma revisão, e que na verdade, ele é RUIM pra danar.

Tirando o nonsense da situação, mas que vá lá, apertamos o botão da descrença como se aperta o botão de um elevador em prol do entretenimento, os buracos imensos no roteiro e toda a situação ridícula ali armada (QUE RAIOS O DIABO ESTARIA FAZENDO NO ELEVADOR SE EXPONDO DAQUELE JEITO POR CONTA DE QUATRO SUJEITOS QUALQUER NOTA), só que vai, vamos pensar na hipótese de que o mal existe e age para todo mundo (assim como dizem que é o que Deus faz). Porém o que mais fode mesmo é aquele MALDITO DAQUELE SEGURANÇA que desde o primeiro momento já sabe que é o Coisa-Ruim que tá operando naquele local, vem com aquelas historinhas fiadas carolas da avó dele e claro, o final maniqueísta mirim de dar dó.

Cinco pessoas com seus desvio de caráter, conduta e pecados, ficam presas em um elevador e de o CRAMUNHÃO está entre eles, e um a um começa a ser abatido como mosca. Um policial que estava próxima da cena de um suicídio, o Detetive Bowden (Chris Messina – péssimo), que teve mulher e filho mortos em um acidente de carro e fuga há cinco anos, recebe a chamada e tenta ajuda-los, enquanto o TINHOSO vai fazendo de tudo para eliminar aqueles que tentam frustrar seus planos.

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Mas olha se tem uma coisa que valeu a pena em assistir novamente Demônio, foi ver Logan Marshall-Green atuando. O cara realmente está/ é foda, o único personagem realmente explosivo do longa e que não está no mar de mediocridade que banha o resto, e muito interessante vê-lo em cena e sua evolução ainda mais depois da recente atuação absurda em The Invitation, um dos melhores filmes do ano (e ansiosíssimo por seu papel no vindouro filme do Homem-Aranha, ainda sem personagem revelado).

Fora isso, Demônio é todo ridículo. Desde as mortes que acontecem sempre quando rola um blecaute no elevador, até a construção canhestra de suspense, tensão, paranoia e claustrofobia, e todo o entorno, mas nada, que mais uma vez, se compare ao carola segurança latino que já tinha manjado que era o BELZEBÚ em pessoa no elevador, por conta de um sentimento ruim e da cara do ENCARDIDO aparecendo no vídeo de segurança.

Olha que podia ser um filme tão, mas tão legal. Ainda mais que ele é livremente inspirado num conto popular chamado “The Devil’s Meeting”, em que o SANTANÁS vem para a Terra e assume a forma humana para torturar os vivos. Inclusive ele é mencionado no próprio filme. Outra influência é “O Caso de Dez Negrinhos” de Agatha Christie, de 1939, que tem basicamente o mesmo argumento de pessoas culpadas presas em uma locação isolada, que vão morrendo um por um, e até com o mesmo plot twist (sempre tem que ter em uma fita envolvendo o Shyamalan, num é mesmo?).

Falando nisso, não sei por que o sujeito não ousou não dirigir Demônio. Quer dizer, até sei, outro fiasco desses seria mais um baque para sua combalida carreira.

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Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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