Fizemos check-in no Hotel Cortez!

Se continuar no ritmo do piloto, AHS: Hotel tem tudo pra ser uma excelente temporada!


Essa semana começou a tão aguardada 5ª temporada de American Horror Story. A série, criada por Ryan Murphy e intitulada Hotel, teve sua estreia simultaneamente em vários países, numa medida pra tentar burlar a pirataria.

Sempre rola aquele burburinho por conta do episódio piloto, e dessa vez, não foi diferente. Ao contrário de Freak Show, a temporada anterior, a trama de Hotel se passará nos dias atuais, e já chegou alcançando a segunda maior audiência da TV americana, além de ser o assunto mais comentado no Twitter na noite dessa quarta-feira!

Pra ser honesta, AHS foi uma série que veio me decepcionando ao longo das temporadas. A primeira, Murder House, me fez ficar vidrada, porque eu a achei realmente boa, o que me surpreendeu positivamente já que eu tenho um certo preconceito com séries modernas de horror. Acredite se quiser, mas eu não vejo Penny Dreadful, The Strain, nem mesmo a queridinha The Walking Dead. Sim, eu sei, meu gosto pra séries é meio peculiar. Mas voltando a AHS, a segunda temporada pra mim foi a mais incrível. Como as temporadas não são em ordem cronológica (not exactly, mas eu falo disso depois), eu sempre recomendo que as pessoas comecem pela Asylum. Por que? Porque é uma mistureba que envolve zumbis, freiras, médicos nazistas, abdução alienígena e gente pirada sem soar nem um pouco forçado.
Já a terceira temporada, Coven, não fedeu nem cheirou. Foi uma temporada morna, mas imagino que tenha agradado em cheio o público alvo: as adolescentes, que piraram na série e na tendência witchy, que acabou até saindo das telinhas para a moda urbana. Pra mim, apesar de todo o lance histórico da temporada (que tem como pano de fundo as bruxas de Salém e o vodu de Nova Orleans) eu esperava mais, bem mais. E por fim, a quarta temporada, intitulada Freak Show, cuja qual esperei ansiosamente pra ver, já que se tratava sobre um assunto que gosto bastante: os circos de aberrações. No fim, a decepção foi proporcional á minha expectativa e a temporada não me prendeu de jeito nenhum, tanto que acabei a abandonando logo nos primeiros episódios.

Check into horror hotel, this place is creepy and it's somber too... ♪

Check into horror hotel, this place is creepy and it’s somber too… ♪

Por essa degringolada que achei que rolou ao longo de todas as temporadas, já não esperava tanto de AHS: Hotel. Tanto que acabei perdendo a estreia e tive que assisti-la por meio, digamos, ilegais. Mordi a língua, me arrependi, pois achei o piloto, “Checking in”, muito bacana. A trama começa nos mostrando um pouco sobre o Hotel Cortez, que será palco pros acontecimentos mais assustadores que você possa imaginar. E sim, os elementos que permeiam esse piloto são bizarros mesmo, desde monstrengos saindo de dentro de colchões até vampirismo infantil, passando por um demônio sodomizador com um pênis de aço giratório(???!!!). Pode ser demais pra cabeça de alguns, mas eu achei estranhamente genial, haha…

A dona do hotel Cortez é Condessa Elizabeth (epa, acho que conheço esse nome…), uma mulher com uma rara condição genética que sobrevive numa dieta a base de sangue, interpretada pela cantora Lady Gaga. Aliás, esse foi um dos motivos pela qual eu fiquei ressabiada em começar a acompanhar essa temporada. Lady Gaga é uma cantora ímpar, dona de uma voz absurda, mas me preocupava em vê-la atuando. Puro preconceito meu. A cantora não é digna de um Emmy, mas segurou legal o papel de protagonista e já estreou com nudez (aí sim!) numa cena bem erótica que mostra uma troca de casais culminando num banho de sangue.

Alguém estava

Alguém estava “naqueles dias”, hein…

Falando em protagonista, não posso deixar de lamentar a falta que a suprema Jessica Lange faz na série. Jessica atuou em todas as temporadas até então, e acabou virando o destaque com suas atuações sempre tão viscerais. Mas o elenco aqui também continua basicamente o mesmo, com vários atores e atrizes que já contracenaram anteriormente na série, como a maravilhosa Kathy Bates, que interpreta a gerente do Hotel, Sarah Paulson, Evan Peters, Lily Rabe (que interpretará a famosa serial killer Aileen Wuornos), Angela Bassett e Denis O’Hare, muito bem caracterizado como um bartender gay chamado Liz Taylor.

A trilha sonora está bem diversificada (rolou até o darkwave da banda americana She Wants Revenge), a ambientação também está impecável e condizente com o tema da história, e ainda consegui captar até algumas referências visuais obviamente inspiradas no clássico O Iluminado em alguns detalhes do hotel, como o carpete e o bar. Também há conexões com as outras temporadas, como o próprio Ryan Murphy já andou afirmando em entrevistas, mesmo que aparentemente não haja uma ordem cronológica ainda bem explicada. Se continuar no ritmo do piloto, AHS: Hotel tem tudo pra ser uma excelente temporada, resta a mim continuar assistindo pra dar o veredicto final daqui uns meses.

E você, vai fazer check-in no Hotel Cortez também?

Posters de todas as temporadas interligados!

Posters de todas as temporadas interligados!


Niia Silveira
Niia Silveira
Francesco Dellamorte em versão feminina, mas que já leu outros livros além da lista telefônica. Foi criada em locadoras e bibliotecas e se apegou ao universo do horror ainda pequena. Não cresceu muito em estatura de lá pra cá, mas sua paixão por sangue e desgraça aumenta a cada dia.

0 Comentários

  1. Leandro disse:

    Sempre achei que o horror funciona muito melhor nas antologias do que nas séries. E em relação a AHS, achei a primeira temporada uma das piores. Asylum veio pra salvar, por que é excelente, e pra mim a melhor até aqui. A terceira só se salvou graças a Kathy Bates. E a quarta, Freak Show, achei fantástica, sobretudo devido à belíssima maquiagem e visual dos freaks. Embora ainda assim não chega a ser sinistra como a segunda. Não espero muito de Hotel, mas quem sabe….

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