TOPE NOVE – Melhores de 2017

A já tradicionalíssima lista dos melhores filmes de terror do ano do 101HM está aí, para gerar polêmicas, discussões, debates acalorados, concordâncias, xingamentos e, o mais importante, fazer uma retrospectiva do que de melhor rolou no gênero neste ano, que, apesar de ter sido muuuuuito inferior aos três últimos em qualidade e quantidade de produções boas, teve lá seus belos exemplares em tela.

Só reforçando, como de praxe, que foi considerada a data de lançamento COMERCIAL dos mesmos em 2017, independente do ano de produção e/ou exibições anteriores em festivais.


9)  A Dark Song

Soturno, minimalista, ritualístico e metódico. A Dark Song foi uma grata surpresa vinda diretamente da Irlanda que traz uma mãe na trevosa busca de se comunicar com seu filho morto em um acidente (ou intenções um pouco mais escusas que essa…) a partir de um ritual satânico rígido e doloroso, ensinado por um ocultista problemático. Uma verdadeira gema!

Tipo eu nas festas open bar!


8) The Devil’s Candy

Dirigido pelo australiano Sean Byrne, o mesmo de Entes Queridos,”O Docinho do Capiroto”, como nosso colaborador Daniel Rodriguez gentilmente o apelidou, é daquele terror satânico heavy metal para fã nenhum botar defeito. E parafraseando Abel Ferrara: “deve ser assistido ALTO”.

É fogo!!!


7) Mãe!

Polêmico, controverso, visceral, impactante, genial, mindblowing, bonde do hype, pretensioso, megalomaníaco, entediante… Tudo isso foi dito sobre o horror psicológico nababesco de Darren Aronofsky, com suas reviravoltas sobre relações interpessoais, o sagrado materno e sua metáfora bíblica em três atos mostrando o quanto a humanidade e a religião são podres e devem dar as mãos. Só não pode sentar na pia.

Dançando e rodando!


6) Fragmentado

Shyamalan de volta em grande estilo! Com uma atuação digna do Oscar de James Mcavoy, o thriller do diretor indiano encheu o rabo de Jason Blum de dinheiro, mostrou como se faz uma escalada de suspense digna de nota, e que abraçar o fantástico e caprichar no plot twist é o que há. E aquele final…

Professor X?


5) The Void

Misture Lovecraft, O Enigma de Outro Mundo, Hellraiser e Cronenberg e você tem esse body horror independente, cheio de simbolismos e terror cósmico, feito na raça por meio de crowdfunding, reverenciando todos esses mestres e filmes citados aí em cima e abusando de efeitos práticos oldschool e gore de respeito.

Enter the void!


4) Corra!

O horror racial de Jordan Peele foi outro filme que deixou Jason Blum mais feliz que pinto no lixo este ano. E não é por menos, o excelente thriller é uma metáfora velada ao pós-racismo e ao racismo sistêmico americano na forma de uma suspense calcinante e com uma dura crítica social embutida, como todo bom filme de terror que se preze!

Mas e aí, como foi seu 2017?


3) A Ghost Story

Melancolia e tristeza infinita neste drama de horror existencialista e metafísico. Um tocante conto sobre amor, perda e o desapego, que transcende o tempo/espaço físico e nos coloca testemunhas passivas de coisas que se passam e se desprendem à nossa volta, como se nós mesmos fossemos um fantasma metidos em um lençol branco.

Um emoji no papel de parede do Windows


2) Ao Cair Da Noite

Completamente atmosférico, minimalista, lúgubre, paranóico, pessimista e aberto. Mais um daqueles excelentes horrores psicológicos da nova safra do cinema indie americano, o qual nesse 2017 estranhíssimo foi taxado pelo termo já, morto feat. enterrado, “pós-horror”. Obra pós-apocalíptica de sobrevivência e desconfiança que revela quase nada, deixando a cargo da cabeça do espectador preencher o quebra-cabeça assim que os créditos sobem na tela. O que inevitavelmente frustrou muitos…

Você não gostou do filme porque não tem explicação no final?


1) It: A Coisa

All Hail to the King! Pennywise voltou e trouxe consigo o terror arrasa-quarteirão do ano, em uma nova roupagem para o calhamaço de mil páginas de Stephen King. Superou as expectativas e desconfianças, revitalizou o Palhaço Dançarino e deixando-o ainda mais cruel e assustador, apresentando-o para novas gerações, e reforçou nosso amor incondicional pelo Clube dos Otários, num horror mainstream bem construído, habilmente dirigido, que diverte, mete medo e apaixona ao mesmo tempo. Que venha a segunda parte!

Vai, malandro!

E as menções honrosas, que por pouco não entraram nesta lista, vão para: O Sacrifício do Cervo Sagrado, Creep 2 e Raw.

Nos vemos em 2018!


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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