OST# 21 – Jogos Mortais

Amado por uns e odiado por outros, Jigsaw, o cara que gosta de jogar está de volta no oitavo filme da franquia Jogos Mortais, depois de um hiato de sete anos. E por isso, que tal uma OST pra relembrar a franquia e psicopata nenhum botar defeito?

Aliás, meus amigos, por acaso vocês já prestaram atenção na porradeira que rola desde o primeiro filme? Se não, aconselho e indico sem quebrar a cabeça!

Jogos Mortais (2004)

A trilha sonora foi na maioria composta por Charlie Clouser e demorou seis semanas a fio para ser acabada. Ele foi o responsável por criar a icônica faixa “Hello Zepp”, que foi usada em todos os demais filmes para franquia e se tornou a música tema de Jogos Mortais.

Outras músicas foram incluídas, interpretadas por Front Line Assembly, um ícone do EBM (industrial), Fear Factory, Enemy, Psycho Pumps e Pitbull Daycare. A música “Die Dead Enough” da banda Megadeth foi originalmente prevista para ser apresentada no filme, mas por motivos desconhecidos ficou de fora. Uma pena, diga-se de passagem!

Charlie Clouser é um músico cujas atividades incluem teclados e bateria, programação de som, engenharia de som e mixagem. Foi membro da banda Nine Inch Nails e fez remixes para bandas como Deftones, White  Zombie, Marilyn Manson, Rammstein, Type O’Negative, Killing Joke e outras famosas.

Jogos Mortais 2 (2005)

Desta vez, Clouser teve participação com somente uma música e remixou outras, mas em compensação compôs todos os efeitos musicais do filme, incluindo os títulos. O álbum manteve a excelência na escolha das bandas com muito peso e artistas conhecidos e aclamados pela legião de fãs.

Marilyn Manson, Papa Roach, Skinny Puppy, Mudvayne, Queens of the Stone Age e outras fazem parte da trilha lançada pela Treadstone Records em 2005.

Jogos Mortais 3 (2006)

A tracklist americana difere em algumas faixas da européia, mas com forte participação de Charlie Clouser. A OST original é composta por 2 CDs lançados pela gravadora Artists Addiction/Warcon Records. Ministry, Mastodon, Disturbed, Avenged Sevenfold e outros monstros de peso fazem parte da obra.

Jogos Mortais 4 (2007)

O álbum do filme foi liberado em outubro de 2007 pela Artists Addiction Records. Além do CD principal, algumas lojas incluíram um disco bônus com músicas cortadas pelo diretor, intituladas “Músicas Inspiradas em Saw IV” com oito faixas. Algumas repetidas, porém em suas versões remixes.

Jogos mortais 5 (2008)

A trilha foi mega bem recebida pela crítica, tanto que Spencer D. da IGN.com disse: “Do início ao fim a trilha sonora de Jogos Mortais 5 flui com propósito e coesão. As faixas têm uma corrente escura unificante que desencadeia um choque de uma corrente elétrica com a escuridão.” Ele então deu nota 7.9 na escala de 10!

Zach Freeman do Bloggernews.net deu a trilha sonora um “A” e disse ainda.“ Este álbum é uma sólida combinação de partitura e trilha sonora que não é tão pesada como pode ser percebida.”

Jogos Mortais 6 (2009)

O álbum lançado em outubro de 2009 sob o selo da Trustkill contendo 18 faixas e mais três de bônus. Uma sacada inteligente foi ter sido dividido em três partes contendo seis faixas cada uma. Essa divisão segue os pensamentos e ações de Jigsaw no decorrer do filme. A primeira parte traz o título “Seis Chances”, a segunda, “Seis Lições” e a terceira, “Seis Escolhas”. No mês de dezembro do mesmo ano começou uma turnê de apresentação de Jogos Mortais 6 com Mushroomhead e convidados especiais: Ventana e The Flood.

Jogos Mortais – O Final (2010)

O último filme da franquia também contou com a criação de Clouser, e seu lançamento no iTunes, em novembro daquele ano, incluindo 3o faixas. O filme ainda contou com uma track de Ozzy Osbourne, “Life Won’t Wait” e participação especial de Chester Bennington, do Linkin Park, como uma das vítimas de uma das armadilhas.

Jogos mortais: Jigsaw (2017)

A trilha sonora original foi lançada no Halloween deste ano pela Lakeshore Records. O álbum teve todas as trilhas feitas e escolhidas por Charlie Clouser.

“Para Jigsaw, na verdade, comecei a trabalhar na partitura concentrando-me no final do filme porque precisaria haver duas pistas temáticas que vieram antes da reinterpretação obrigatória de Hello Zeep“, descreveu Clouser. “Cada filme tem seu próprio vocabulário musical que é enxertado no quadro tonal estabelecido e há certas progressões de acordes, melodias sutis e sons de marca registrada que ajudaram a dar essa sensação de continuidade em toda a franquia”, completa.

Chas Smith, um construtor de instrumentos experimentais trabalhou com Clouser desde o primeiro filme. No início Clouser ia aos estúdios de Chas, mas logo o convenceu de lhe vender um instrumento que foi usado em quase todas as trilhas de todas as franquias. O instrumento se chama Que Lastra e é composto por uma grande folha de aço inoxidável com cordas de piano e varas de metal. É tocado com um arco de violoncelo para criar sons assustadores. Juntamente com o Que Lastra, Clouser usou um instrumento japonês chamado Guzheng tocado com um arco para gerar padrões estremecedores que criam um clima de tensão nervosa.

Além disso, foram usados também sintetizadores modulares, instrumento de brinquedo de baixa voltagem para muitos sons eletrônicos agressivos, e, como não poderia faltar, muito som de guitarra pesada e metal industrial.


Val Vallone
Val Vallone
Paulista, professora de inglês, foi apresentada aos primeiros filmes de terror por sua mãe ainda criança, apaixonando-se por Christopher Lee, Peter Cushing e Bela Lugosi. Quando adolescente, conheceu o universo dos games e também os incluiu em suas prioridades de vida.

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