Review 2016: #32 – A Última Premonição

Dava para prever que o filme é uma bomba, mas não, que seria a pior coisa que eu assisti neste ano…


Não é preciso ter nenhum dom pré-cognitivo para saber de antemão que A Última Premonição – com esse título genérico em português para outro título original igualmente genérico, Visions – que chegou nessa quinta a alguns cinemas do Brasil, é uma completa bomba.

Mas também não dava para prever que ele seria a PIOR coisa que eu assisti do gênero esse ano, e olhe que 2016 vem se esforçando bastante para lançar porcarias inomináveis como Floresta Maldita, Do Outro Lado da Porta, o remake de Martyrs, e por aí vai. Ainda assim A Última Premonição conseguiu esse feito.

Mais um filme medíocre e clichê ao extremo que repete todas as mesmas fórmulas de um thirller sobrenatural enlatado, é outras das produções feitas a toque de caixa pela Blumhouse Pictures, produtora independente de Jason Blum, a qual nutre-se uma relação de amor e ódio, por fazer longas de terror de baixo orçamento que são fora da curva, como Atividade Paranormal, Sobrenatural, A Entidade, Amizade Desfeita e Creep, e outros que são o que pode se fazer de mais repulsivo no gênero, como A Forca, Ouija: O Jogo dos Espíritos e Jessabelle – O Passado Nunca Morre.

Aliás, Kevin Greutert, o diretor de Jessabelle, é o mesmo responsável por essa atrocidade fílmica, então já sabemos logo de cara o que esperar quando seu nome é anunciado nos créditos. Mas os culpados em cartório mesmo são L.D. Goffigan e Lucas Sussman, responsáveis pelo roteiro enfadonho, previsível, formulaico, com um desenvolver de trama tão batido e inócuo, e uma reviravolta no terceiro ato canhestra, que muitas vezes fui dá vontade de apertar o FFW para terminar logo aquele martírio.

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Se beber, não engravide

Capitaneando o elenco série B de A Última Profecia está Isla Fisher, a eterna Becky Bloom, aquela com delírios de consumo, que vive Eveligh Maddox, cuja história se inicia ao sofrer um terrível acidente de trânsito, sendo responsável pela morte de um bebê no outro carro. Um ano depois, Eve está grávida, parou com os antidepressivos e mudou-se com seu marido, David (o péssimo Anson Mount) para um vinhedo na tentativa recomeçar a vida, apostando na fabricação de vinhos, as últimas economias do casal.

Bom, o vinhedo parece de alguma forma ser mal-assombrado, com um histórico de ocorrências de seus antigos moradores, e Eve passa a sofrer várias alucinações e visões sobrenaturais que começam a afetá-la, fazendo que todos a sua volta desconfiem de sua sanidade (ah, vá!), incluindo seu marido, a nova melhor amiga, igualmente grávida que conheceu na aula de ioga para gestantes, Sadie (Gillian Jacobs) e seu médico, Dr. Mathison, interpretado por Jim Parsons, SIM, o Sheldon Cooper de The Big Bang Theory, completamente deslocado (fora que você espere que ele solte um BAZINGA a qualquer momento…).

Entre situações concebidas de forma desinteressante, personagens mal-construídos, atuações de baixo nível, direção burocrática, um roteiro pobre e nada envolvente cheio de explicações fáceis e esdrúxulas, jumpscares e sequências frívolas que não transmitem envolvimento, medo e susto algum, eis que o longa se arrasta até um manjado plot twist em seu péssimo final. Sem contar o spoiler do próprio título nacional já entregando que as tais visões da moçoila são premonições. Tá certo! (Y)

Não há absolutamente NADA que se salve em A Última Premonição. É uma completa perda de tempo, de vida, esquecível, mais um filme genérico que segue fórmulas convencionais, batidas, bem ao estilo da penca de filmes que a Blumhouse Pictures lança a rodo todos os anos, e não acrescenta absolutamente nada tanto para o gênero, quanto para aquele que o assiste.

 

1 pré-cognição fajuta para A Última Premonição

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Assustada com tamanha mediocridade

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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