Review 2017: #40 – Sharknado 5: Voracidade Global

Apostando na paródia e humor de referência, The Asylum entrega o segundo melhor filme da pentalogia


Se você acompanha o 101HM há algum tempo, então sabe que eu sou fã de filmes toscos. Não me pergunte porque, mas eu tenho essa estranha simpatia com os filmes da SyFy que custaram no máximo uns cinco dólares para serem feitos.

É por isso que eu me considero um “Historiador de Filmes Ruins”. Na minha humilde opinião, a The Asylum nunca fez esses filmes para serem levados a sério e é isso que me diverte neles. Isso ficou muito mais que provado quando tive a oportunidade de conversar com David Michael Latt, fundador e CEO da Asylum, durante uma live no Facebook.

Sharknado de longe é uma das minhas cineséries favoritas. O primeiro filme é o maior exemplo do “tão ruim que é bom”, onde Fin Shepard se viu sendo o único capaz de combater uma catástrofe natural onde um tornado arrastou diversos tubarões (não me pergunte por quê não existe nenhuma outra forma de vida marinha neste tornado, até porque eu não ligo) e causou total destruição. A série teve um primeiro capítulo ótimo, com uma sequência boa, uma mais ou menos e uma bem decepcionante, nesta ordem. Eis que foi anunciado Sharknado 5: Voracidade Global, onde a mãe natureza ia largar os assassinos marinhos no mundo todo, incluindo o Brasil!

A história começa fazendo uma paródia de Indiana Jones (até mesmo no título do filme, escrito no mesmo estilo do logo da série protagonizada por Harrison Ford) quando a lindíssima Nova Clarke (Cassie Scerbo) está explorando uma caverna subterrânea no Stonehenge e descobre que os nossos ancestrais pré-históricos também sofreram com a tragédia do Sharknado.

“É verdade… Tive muitas mulheres, mas todas tinham o mesmo problema: elas não caçavam Sharknado!”

Nisso, a família Shepard é convidada para conhecer a última linha de apetrechos tecnológicos desenvolvidos pelo governo britânico para ajudar na luta contra os tornados. Fin recebe uma ligação de Nova e vai até a caverna para explorá-la mais detalhadamente, onde descobrem um artefato antigo capaz de acabar com a tragédia que eles vem enfrentando há quatro filmes, de uma vez por todas.

Daí, como disse, o resto é uma paródia de Indiana Jones. Fin e Nova se esquivando de armadilhas, pegando o artefato e fugindo de algo que vem rolando atrás deles (não quero estragar a surpresa, testemunhe com seus próprios olhos). A decisão tomada por Anthony C. Ferrante e os roteiristas Scotty Mullen e Thunder Levin faz com que esse seja o melhor longa da saga, desde o primeiro. Claro, sabemos que todos os filmes tinham uma pitada de comédia, mesmo que involuntária, só que aqui ele assume a galhofa de vez, e é isso que o torna melhor ainda.

Outro ponto interessantíssimo são os momentos em que a fita faz paródia ou referência a vários filmes que são fenômenos da cultura pop. Desde a já citada cena de abertura, passando por 007, Um Lobisomem Americano em Londres, Missão Impossível, Mad Max: Estrada da Fúria, Grease: Nos Tempos da Brilhantina (sim, você leu certo) e mais uma pancada, com destaque impagável a De Volta Para o Futuro ao final de seu terceiro ato. E, claro, como já é de praxe, nós temos várias celebridades esquecidas fazendo pontas, que duram segundos ou acabam ganhando um destaque, mesmo que pequeno.

Tô falando de nomes como Olivia Newton-John, Bret Michaels, Chris Kattan,e a lista segue. Entre o pessoal mais “famoso”, temos o skatista profissional Tony Hawk e o ex-superastro da WWE Johnny Mundo, mais conhecido entre os fãs do esporte como John Morrison e Dolph Lundgren, o Ivan Drago em pessoa, em um momento-chave icônico. Outra coisa que vale ser citada é a representação do nosso querido país quando Fin e April passam aqui por terras tupiniquins. Um bairrinho mequetrefe, com posters escrito “Brazil” ou com a seleção brasileira por toda a parte, um deserto (???!!!) e um bocado de gente falando inglês. Mas como eu já disse, ficar reclamando disso é chover no molhado, já faz parte da “estética” do filme.

Seria errado da minha parte querer comentar os elementos técnicos do filme, falar do roteiro com mais buraco do que estrada de bairro pobre e que os efeitos especiais parecem ter sido feitos com o motor gráfico de um PSOne, porque isso já faz parte, não só da franquia Sharknado, mas da filmoteca da Asylum inteira.

A conclusão reserva um cliffhanger então sim, podem se preparar porque esse indica que em 2018 teremos Sharknado 6 e provavelmente a franquia finalmente chegará a um fim, para a felicidade de uns (Oi, Marcos) e tristeza de outros, incluindo eu. Mas vamos ser sinceros, galera: estamos falando de quatro sequências nos últimos quatro anos, e uma hora a parada satura. E, na boa, o roteiro disso já tá ficando tão sem noção que eu nem sei mais o que esperar.

Ainda assim, Sharknado 5: Voracidade Global é o segundo melhor filme da até então pentalogia iniciada em 2013. Caso siga nessa linha, vai que o grand finale a não seja também divertidinho?

 

3,5 enchentes mundiais para Sharknado 5: Voracidade Global

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Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

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