TBT #13 – Stephen King

Podemos dizer que 2017 é o ano de Stephen King. Só neste ano, dois filmes baseados na obra do escritor do Maine chegaram aos cinemas, It: A Coisa, que estreia hoje, pleno feriadão de 07 de setembro, e A Torre Negra, além de Jogo Perigoso, que estreia no final de setembro na Netflix, e duas séries para TV, The Mist (também já disponível no serviço de streaming) e Mr. Mercedes, sem contar o anúncio de Castle Rock para 2018.

Mas qual foi sua memória do contato mais antigo, ou que mais lhe marcou, com o material do escritor do Maine? Juntei os colaboradores do 101HM para responderem essa pergunta numa seção TBT diferente.

E você, fã do horror, qual a sua?


Marcos Brolia

Cemitério Maldito. A primeira vez que o filme passou na Tela Quente da Rede Globo, foi definitivamente meu primeiro (ou mais antigo que minha memória consiga processar), contato com o Mestre do Terror. Eu e um amigo, já fãs de filmes de terror, iríamos dormir na casa dos meus pais naquela fatídica segunda-feira, ansiosíssimos pela exibição do filme. Foi uma experiência sui generis, afinal, até hoje, é uma das melhores e mais marcantes adaptações de um livro do escritor para as telas. O melhor de tudo foi o efeito apavorante que ele teve nesse meu amigo, que além de ter ficado aterrorizado, ainda teve a moral de ter um pesadelo com o pequeno Gage o perseguindo com um bisturi, e dá-lhe trauma por conta disso. Eu eu, só me divertia com a história!

Mas foi mesmo só na minha pré-adolescência que eu comecei realmente a conhecer mais a fundo o trabalho de King e assistir a outros de seus filmes que passavam na televisão, principalmente no SBT. Daí a porteira foi aberta, inclusive quando eu e esse mesmo amigo percorremos as locadoras do bairro para alugar os VHS de seus filmes, e juntamos os videocassetes de ambos para eu fazer cópias piratas e assisti-los com bastante frequência. Tinha até uma pequena coleção bucaneira! Ah, o primeiro livro que li foi Insônia, com 15 anos, em umas férias de final de ano no Guarujá, lançamento naqueles tempos pela Editora Objetiva.

Um gato preto cruzou a estrada…


Angelus Burkert

Não sou o mais velho dos integrantes do site, falta muito pra que eu seja um tiozinho barbudo. Mas, ainda na época do VHS, eu adorava explorar a seção de horror, foi quando conheci Cemitério Maldito. Não tinha a menor ideia de quem era Stephen King, mas adorei o filme. Conheci King mesmo quando meu primo, que é fã, me falou sobre It – Uma Obra Prima do Medo, jurando ser o filme mais assustador que havia visto.

Aluguei o DVD e me apaixonei pelo Pennywise. Fui pesquisar quem era Stephen King, pensando ser o diretor do filme e descobri sobre os livros e seu valor para a literatura de terror. Fiquei alucinado quando vi que ele havia escrito O Cemitério e O Iluminado, que minha mãe havia me apresentado. Hoje, King é mais que uma obrigação na minha biblioteca.


Daniel Rodriguez

Como bom filho dos anos 90, conheci Stephen King, sem realmente saber quem ele era, através do Cinema em Casa, do SBT. Infelizmente não consigo apontar com exatidão se assisti primeiro Bala de Prata ou Sonâmbulos, mas creio que tenha sido a primeira opção, também conhecida como A Hora do Lobisomem. A ideia de um garoto paraplégico que precisa lidar com um lobisomem me impressionou na época e ainda hoje me conquista.

Minha memória com o filme é tão antiga, que por vezes se mistura com meus próprios sonhos. A cena da igreja então…

Lobo caolho!


Guilherme Lopes

Lembro-me como se fosse hoje a época em que eu e meu amigo João íamos à locadora, na sua fase pré-obsolescência, para alugar filmes na maior empolgação e, claro, tínhamos nossos favoritos: as adaptações de Stephen King! Sempre alugávamos todas os filmes baseados em suas obras. Com isso começamos a nos tornar cinéfilos de plantão e “tietes” do ganhador do Troféu Golden, mas o que realmente me marcou foi uma obra em particular que de tão única, para mim é um clássico indiscutível: Cemitério Maldito!

Além de ser o filme que mais vi na vida, o resultado foi ler livro O Cemitério, conhecer os Ramones e ter com o maior orgulho o disco em vinil “Brain Drain, que para mim é o melhor de todos da banda e, claro, contém a música “Pet Sematary!

“I don’t wanna be buried in a Pet Sematary… I don’t wanna to live my life again…”


Niia Silveira

Sempre fui viciada em filmes de terror desde muito, muito pequena, e passava as tardes vendo as pérolas que o SBT exibia no extinto Cinema em Casa, no começo dos anos 90. Foi assim que tive meu primeiro contato com Stephen King, por meio de Christine – O Carro Assassino, e me lembro que fiquei chocada com algumas cenas e adorei a película. Na época eu não tinha a menor ideia de que era adaptação de um livro, porque nunca tinha ouvido falar de King e também não entendia nada dessas coisas, pra mim era apenas um desses filmes divertidos que me mantinham entretida.

No entanto, meu primeiro contato com King na literatura se deu por volta dos doze anos quando, cansada de ler Edgar Allan Poe, decidi ler aquele tal O Iluminado que sempre via na sessão de terror na biblioteca da minha escola. Fiquei impressionada com o conteúdo, algo totalmente diferente do horror clássico que estava acostumada a ler até então. Logo em seguida ganhei de meu pai um exemplar de Carrie, e aí o flerte virou amor verdadeiro, comecei a devorar tudo o que caía nas minhas mãos. O amor perdura até hoje, entre altos e baixos, mas seguimos firmes: King, a única pessoa que idolatro nessa vida e eu, uma mera leitora fiel.


Tauami de Paula

Meu primeiro contato com King foi muito tardio. Eu já estava na casa dos vinte anos e havia acabado de mudar para Marília, cidade onde comecei minha graduação. Devido a carga de leitura técnica do curso (filosofia), comecei a sentir muita vontade de ler textos ficcionais para relaxar. Comentei esse meu desejo com um grande amigo meu e ele me sugeriu Talismã, um livro um que foge do terror tradicional e se volta para a fantasia. Escrito por King em parceria com Peter Straub, esse livro me rendeu um gigantesco alívio em meio às grandes cobranças acadêmicas que surgiam naquele momento. Obviamente eu já tinha ouvido falar do Vencedor do Troféu Golden do Hall da Fama, mas, foi ali, com aquele livro, que eu entendi a razão por detrás do sucesso que havia alcançado.

Desde então, me rendi ao escritos dele e mergulhei em suas diversificadas obras.

Meu carro é vermelho, não uso espelho pra me pentear!


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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