TOPE NOVE – Melhores de 2017 por Guilherme Lopes

Quais são os melhores filmes de terror de 2017, segundo os demais colaboradores do 101HM?

Caso você vinha se perguntando sobre isso, para conhecer opiniões diferentes, resolveremos seu problema. Abaixo meu TOPE NOVE sobre as obras lançadas ano passado que mais me chamaram a atenção, e com muito orgulho, duas produções nacionais na lista!


9) O Rastro

Terror psicológico com altas doses de suspense, sobrenatural e uma PUTA crítica social que flutua desde a saúde até a corja política. Tudo junto e misturado com ótimas atuações, trabalho cenográfico de encher os olhos e arrepiar a espinha, além do local predominante da trama ser um hospital pra lá de creepy caindo aos pedaços – literalmente! -, o que o torna praticamente um personagem importantíssimo. E o melhor de tudo, é uma obra N-A-C-I-O-N-A-L!

É aqui que acho o filme que deu PAU em um monte gringo?


8) A Dark Song

História pesadíssima, claustrofóbico, minimalista, com altas doses de tensão e um medo misturado com um receio crescente sobre o que pode acontecer. É assim que nos sentimos, totalmente desconfortáveis, ao ver a incursão da personagem em seu limbo pessoal à procura de vingança. Nem sempre o que se busca é o melhor, não é?!

Que a bênção – ou maldição – caia sobre nós


7) Clarisse ou Alguma Coisa Sobre Nós Dois

Mais uma ótima surpresa made in Brazil, num filme onde a sonoplastia é A personagem. Que ótimo ir ao cinema e apreciar um filme que te supera em todos os aspectos e não era absolutamente nada do que se esperava, não!? Convido todos a embarcar numa viagem se volta à mente alucinógena, psicótica e caótica de Clarisse. Fique tranquilo porque mãos suadas, desconforto e confusão são sintomas corriqueiros.

Nada como um banho de sangue pra refrescar nesse calor


6) A Cura

E se eu respondesse que a cura para a humanidade é a doença? Gore Verbinski, com toda a sua maestria em proporcionar um desbunde visual, nos convida a passar uma temporada num spa para recuperação da saúde mental e consequentemente da melhora da qualidade de vida. O problema é que o tiro pode sair pela culatra e o prisioneiro interno pode sair – se conseguir – pior do que entrou.

O Quebra-nozes


5) The Void

Creio que o mais difícil hoje em dia de se fazer um filme cheio de throwbacks não é enchê-lo de referências para os mais ávidos fãs do gênero, e sim fazê-lo com um propósito. The Void mescla originalidade com uma história envolvente e ágil que diverte e de quebra lhe proporciona doses de Cronenberg, Lovecraft, Carpenter, Fulci e tantos outros em meio à monstrengos, cultos, seitas e muito sangue.

O passinho do capeta


4) Leatherface

Após inúmeros problemas com a distribuição e postergações de seu lançamento, eis que testemunhamos o (re)nascimento da lenda Leatherface desde sua infância até o momento em que o icônico matador encontra seu destino e começa a honrar a família Sawyer com muito sangue. O gore extremo, característico da dupla francesa Alexandre Bustillo e Julien Maury, aqui não deixa a desejar, além de outras cenas de mau gosto destinadas apenas aos mais forte de estômago. Ignorando totalmente a mitologia apresentada em O Massacre da Serra Elétrica – O Início, este filme com certeza é para poucos, e isso é muito bom!

O que disse mesmo sobre esse prequel, hein?!


3) It – A Coisa

O empático Clube dos Otários te proporciona quase todos os sentimentos possíveis durante a projeção do longa: felicidade, tristeza, repulsa, alívio, sofrimento, angústia e medo, muito medo! Eis o filme de terror que entrou para a história como a maior bilheteria para um longa do gênero com louvor pois Andy Muschietti conseguiu um feito dificílimo: abranger o público para que não só amantes do gênero pudessem aproveitar e apreciar sua obra. E não é que o Bill Skarsgard conseguiu dar conta do peso de Pennywise, o Palhaço Dançarino? Calou a boca de muitos, e felizmente, a minha também.

Olha, é assim que se entra pra história


2) Corra!

Um dos filmes mais importantes da última década com uma crítica social totalmente encaixada num mundo totalmente desvirtuado e maluco. Este é como posso classificar Corra!, uma obra cinematográfica totalmente necessária numa época onde se faz necessário. Um filme importantíssimo para a nossa era.

Desculpe, não queria te ofender com a verdade!


1) Mãe!

Repulsivo, ofensivo, filosófico. Mãe! me deixou boquiaberto até as últimas palavras dos créditos finais e totalmente incrédulo do que acabara de ver na tela, em estado catatônico, por no mínimo um dia. Darren Aronofsky mira todas as armas para nós mesmos numa livre adaptação e interpretação do livro mais antigo do mundo, do Gênesis ao Apocalipse, numa apoteose final que proporciona um ataque de inquietação, surpresa e revolta. O pior é que o sentimento amargo, no final das contas, é voltado para nós mesmos.

Dá licença pra alcançar o topo da lista?!


Guilherme Lopes
Guilherme Lopes
Mineiro de nascimento e paulista de criação, vê nos filmes de terror e afins a diversão e bode expiatório para não cometer atrocidades na vida real. Não se engane com sua carinha de anjinho: ele não rebobinava as fitas antes de devolver à locadora.

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