TOPE NOVE – Melhores de 2017 por Niia Silveira

2017 foi um ano morno, daqueles que parecem que não empolgam e a gente nem sente passar, pois não fede e nem cheira. Por sorte, em se tratando de cinema de horror, ele foi um ano da porra, ao menos para mim.

Cheio de gratas surpresas, algumas decepções, é verdade (estou falando de você, A Torre Negra!) mas de muita satisfação num geral. Então, juntei as película que vi ao longo do ano que passou e trouxe os melhores num TOPE NOVE para vocês.


9) Corra!

Bem no finalzinho da lista, está o tão aguardado Corra! Responsável por trazer uma crítica social foda para as telas do cinema em 2017, o excelente filme de Jordan Peele é repleto de metáforas que escancaram o racismo e segregação racial, infelizmente ainda tão presentes na sociedade.

O sexto sentido não falha nunca!


8) Fragmentado

Filmaço do M. Night Shyamalan que entra no meu TOPE NOVE por dar aquele reviravolta na carreira do diretor, que vinha de uma sequência negativa de trabalhos, cheia de bolas fora. O ator James McAvoy dá uma aula de atuação ao interpretar não só uma, mas vinte e quatro personalidades!

Tá saindo da jaula o monstro!


7) Ao Cair da Noite

Tenso do começo ao fim, por conta de seu clima soturno e lúgubre, Ao Cair da Noite é todo calcado em desconfiança e isolamento. Seu final aberto, que dá margens a várias interpretações, pode não agradar mas a todos, mas me deixou de boca aberta no cinema enquanto as luzes se acendiam.

Vamos passear no parque… ♫


6) Mãe!

Um banho de metáforas religiosas, de simbolismo, de pequenas alegorias que podem ou não te dizer algo sobre o filme, Mãe! é o representante da máxima “ame ou odeie” do ano. Uma verdadeira obra subjetiva de Darren Aronofsky, que causa desconfortos e nos deixa perturbados do começo ao fim, para bem ou para mal.

A cara de quem não entendeu o filme…


5) O Bar

De longe, o longa do Álex de La Iglesia foi um dos mais divertidos filmes de terror do ano. Tenso, claustrofóbico e repleto de diálogos ácidos, o filme mostra uma situação cotidiana, onde pessoas desconhecidas tem suas vidas interligadas por uma ameaça. O problema, meus amigos, é que a maior ameaça são exatamente as pessoas. Vale a pena conferir.

“Não põe a mão em mim!”


4) The Void

Uma grata homenagem ao gênero. The Void bebe direto na fonte das referências e faz com que vejamos uma obra fascinante, com citações que vão desde O Enigma de Outro Mundo, cultos lovecraftianos, body horror e um final que esteticamente lembra um filme de Lucio Fulci. Não tem como não amar (embora alguns colaboradores do 101HM tenham detestado).

Caiu um cisco aí, ó, deixa eu te ajudar.


3) Creep 2

Juntamente com o antecessor, lançado em 2014, Creep 2 virou um dos meus queridinhos dos últimos tempos. A sequência segue diretamente após os acontecimentos do primeiro filme, com Mark Duplass interpretando um psicopata que adora stalkear suas vítimas, e de longe, criou um dos meus vilões favoritos: Peachfuzz! Ambos estão no catálogo da Netflix, então tá fácil de ver, corra lá.

Quem tem medo do lobo mau?


2) 1922

Uma das melhores e mais fiéis adaptações de uma obra do ganhador do Troféu Golden, Stephen King, 1922 não poderia ficar de fora do meu TOPE NOVE. Baseado no conto homônimo presente em “Escuridão Total Sem Estrelas”, a produção original Netflix conta a história de Wilfred James (o justiceiro Thomas Jane), um homem com a consciência pesada que amarga com as consequências de seus atos.

Com a maldade na mente…


1) It – A Coisa

Cês tinha alguma dúvida de que eu, fã da obra a ponto de ter um Pennywise tatuado e ter lido o livro sete vezes, iria deixar essa versão de fora? Disparado, meu favorito do ano. O diretor Andrés Muschietti acertou na mão ao mesclar a tensão necessária com alívios cômicos, transformando a obra num sucesso de bilheteria, que catapultou o palhaço para o Hall da Fama dos monstros do gênero. Indispensável.

Anarriê, anarriê! ♫


Niia Silveira
Niia Silveira
Francesco Dellamorte em versão feminina, mas que já leu outros livros além da lista telefônica. Foi criada em locadoras e bibliotecas e se apegou ao universo do horror ainda pequena. Não cresceu muito em estatura de lá pra cá, mas sua paixão por sangue e desgraça aumenta a cada dia.

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