TOPE NOVE – Tarantino e Rodriguez

Parece dupla sertaneja, mas não é! Os diretores Quentin Tarantino e Robert Rodriguez são, além de parças de longa data, cinéfilos de carteirinhas. Em suas obras, conseguem transpor a essência de todos os gêneros que cresceram assistindo, sejam eles westerns, orientais e de horror, passando é claro pelos exploitations, que eram exibidos nas sessões duplas da meia-noite.

Sessões essas que inspiraram o queixudo e o tex-mex em realizar o projeto Grindhouse, com seus trailers falsos e um longa dirigido por cada – no caso, Planeta Terror e À Prova de Morte – que nesta quinta-feira, 06 de abril, comemora 10 anos de lançamento.

Aqui no TOPE NOVE, reuni algumas películas que mais inspiraram a dupla na criação de seus filmes. Confere aí!


9 – Psicose (Psycho – 1960)

Tarantino e Hitchcock são dois diretores parecidos em alguns aspectos: ambos chocam seus públicos com suas direções precisas, primam pelas trilhas sonoras e, claro, tem os cameos de ambos em seus próprios filmes. Em Pulp Fiction: Tempo de Violência, Tarantino recriou uma cena de Psicose, mas ao invés de Janet Leigh, encontramos Bruce Willis atrás do volante.

It's not a motorcycle, baby.

Whose motorcycle is this?


8 – Cidade Maldita (Incubo sulla città contaminata / Nightmare City -1980)

Rodriguez e Tarantino são fãs de filmes de zumbis, tanto os americanos quanto os italianos, e esses influências ficam claras em Planeta Terror. No entanto, Taranta deu uma entrevista dizendo ser fã confesso do diretor Umberto Lenzi e afirmando que o modo de agir dos zumbis e a contaminação química foram claramente inspirados em Cidade Maldita.

Zumbi, porém bem vestido.

Infectado, porém bem vestido.


6 – O Enigma Do Outro Mundo (The Thing – 1982)

Pessoas estranhas confinadas num espaço fechado onde o clima claustrofóbico e a desconfiança impera no ambiente: é a sinopse de Os Oito Odiados, mas podia muito bem também ser a de O Enigma de Outro Mundo. A presença do ator Kurt Russel pode não ser bem uma coincidência, mas sim uma referência direta ao filme de John Carpenter.

Ops, espirrou um pouco...

Ops, espirrou um pouco…


5 – Santanico Pandemonium (1975)

Viciados em cinema exploitation e suas variadas vertentes, é claro que os trutas não poderiam deixar de incluir uma homenagem em Um Drink no Inferno, um dos mais queridos filmes de vampiro do cinema, nomeando a belíssima personagem interpretada por Salma Hayek com o título desse nunsploitation espanhol.

Os muleque é liso! ♫

Os muleque é liso!


4 – Lady Snowblood: Vingança na Neve (Shurayukihime – 1973)

Que o queixudo é obcecado por cinema oriental todos sabemos, mas ao assistir ao clássico dirigido por Toshiya Fujita notamos as referências descaradas que ele usou em Kill Bill, desde o visual da personagem O-Ren Ishii (Lucy Liu) até a cena de sua morte, que ele copiou quadro a quadro da película japonesa.

Memórias de uma gueixa vingativa.

Memórias de uma gueixa vingativa.


3 – Foxy Brown (1974)

Desde pequeno apaixonado pelas personagens interpretadas pela atriz Pam Grier, assim que Tarantino decidiu adaptar o livro Rum Punch para as telonas, ele nem cogitou outra pessoa para o papel principal em Jackie Brown. O resultado foi uma de suas maiores homenagens ao blacksploitation.

Verdadeiro black power!

Verdadeiro black power!


2 – Thriller – A Cruel Picture (Thriller – en grym film 1973)

Taí a prova de que Tarantino é um apaixonado por cinema e utiliza em seus filmes todos os recursos que aprendeu ao longo da sua vida cinéfila. O sueco Thriller – A Cruel Picture é uma obra prima do rape and revenge que influenciou direta e visualmente a personagem Elle Driver (Daryl Hannah), em Kill Bill.

Bang bang, my baby shot me down.

Bang bang, my baby shot me down.


1 – Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965)

Apesar de Á Prova de Morte ser inspirado por várias produções da década de 70, como o carsploitation Corrida contra o Destino e Fuga Alucinada, com certeza Tarantino quis transportar as mulheres valentes e duronas criadas por Russ Meyer para o seu próprio filme grindhouse.

Que tiro! Não, péra...

Que tiro! Não, péra…


Niia Silveira
Niia Silveira
Francesco Dellamorte em versão feminina, mas que já leu outros livros além da lista telefônica. Foi criada em locadoras e bibliotecas e se apegou ao universo do horror ainda pequena. Não cresceu muito em estatura de lá pra cá, mas sua paixão por sangue e desgraça aumenta a cada dia.

1 Comentário

  1. Gabriel Dantas disse:

    incrivel, adorei as referências, o queixudo é f*****

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