TOPE NOVE – Tobe Hooper

Tobe Hooper nos deixou no último fim de semana, e apesar da sua carreira bem irregular, com muito mais porcaria que acertos, o cara tem seu nome gravado no hall da fama do horror, criou o Leatherface, tretou com Steven Spielberg, e vá lá, é chamado de “mestre” por alguns. Então nada mais justo que homenageá-lo com esse TOPE NOVE:


9) Invasores de Marte (1986)

O último filme da de Hooper produzido pela Cannon Films, dos picaretas Golan e Globus, essa refilmagem Z de um sci-fi B dos anos 50, enterrou de vez carreira do diretor e iniciou a descida à bancarrota da companhia dos primos israelenses. Olha a presepada!

Tô rindo mas é de nervoso…


8) Mangler, O Grito de Terror (1995)

Uma sentença para resumir esse filme: UMA MÁQUINA DE PASSAR ROUPA ASSASSINA POSSUÍDA POR UM ESPÍRITO DEMONÍACO! Preciso dizer mais alguma coisa? Preciso! Citar o nome dos envolvidos nesse vergonha alheia: Hooper, Robert Englund e Stephen King!

Passado com esse filme…


7) Noites de Terror (2004)

Refilmagem do setentista The Toolbox Murders, só que sem um pingo da transgressão exploitation do original. Mas ainda assim é um mezzo thriller, mezzo slasher, minimamente decente do diretor texano já em uma das suas piores fases.

Deixa que eu prego…


6) Força Sinistra (1985)

A história, baseada no livro “Vampiros do Espaço” de Colin Wilson, escrito por Dan O’Bannon e Don Jacoby (que pegaram já um script reescrito por oito vezes – e isso explica MUITA COISA) aproveitou a febre da passagem fiasco do cometa Halley pela Terra em uma superprodução de 25 milhões de dólares que estourou o orçamento e teve de ser finalizado às pressas. Mas que a Mathilda May marcou a puberdade de muita gente, ah, marcou!

Suga até a última gota


5) Pague Para Entrar, Reze Para Sair (1981)

Gênio é pouco para quem deu esse título em português para The Funhouse. Hooper ainda está em sua melhor forma nesse clássico menor, slasher não slasher cultuado pelos fãs de terror e uma bela homenagem ao gênero. Pena que foi um desastre de bilheteria e de crítica.

Sou feio mas tô na moda!


4) Eaten Alive (1977)

Três anos depois de O Massacre da Serra Elétrica, mais uma vez o diretor apresenta uma pérola do cinema marginal, onde um redneck psicótico, dono de um hotel de beira de estrada que cria um crocodilo africano em seu pântano e mata seus hóspedes para servi-los de jantar ao “animalzinho de estimação”, tirando o máximo de seus atores com interpretações viscerais e exageradamente macabras.

Hospitalidade sulista


3) Os Vampiros de Salem (1979)

Adaptação topzêra do livro de Stephen King, que virou uma minissérie para a TV da CBS e fez um baita sucesso, responsável pela futura febre em transpor a obra do escritor para a televisão e uma das melhores versões vampirescas já vistas nas telas.

Ih, nojento!


2) Poltergeist – O Fenômeno (1982)

Mas espera? É um filme do Tobe Hooper ou do Steven Spielberg. Bom, como lá nos créditos está seu nome, apesar de eu ter muitos senões com a produção (exatamente por ser extremamente spielbergiana) é inegável sua importância com clássico do cinema de terror.

Interatividade com o espectador


1) O Massacre da Serra Elétrica (1974)

Acho que nem tem mais o que ser dito sobre essa pedra angular do cinema de horror e nem explicar o motivo de porquê Leatherface e sua família de cidadãos texanos do bem, estarem em primeiro lugar desse ranking…

Balé da serra!

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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