Um filme de terror para cada dia de outubro!

Fun Size Horror, coletivo de cineastas amantes do gênero liberam um curta de horror por dia até o Halloween — e você pode assistir a todos de graça no YouTube!


O Halloween já está aí virando a esquina e a data é sempre um momento mágico para o cinema de terror e seus ávidos fãs. A atenção pelo gênero dobra de tamanho, partilhada não somente pelos entusiastas, mas também por um público mais abrangente que aproveita outubro e seu tradicional último dia do mês para encarnar o espírito do SAMHAIN e se dar o direito de baixar um pouco a guarda pra se assustar um bocadinho. É divertido e faz bem. Até pro Saci. 😉

Acontece que existe uma galera que curte celebrar o Halloween O ANO INTEIRO, o que eu acho justíssimo, e um desse exemplos é o Fun Size Horror, um coletivo de cineastas amantes do gênero que vive à procura de novos e EXCITANTES filmes de terror. #empregodosonho

A ideia, concebida por Zeke Pinheiro, Mali Elfman e Michael May é, segundo eles, satisfazer a audiência com curtas que exploram o horror de vários ângulos, desde suspenses elaborados, passando por animações sinistras até filmes de criaturas toscas, tudo misturado como em um delicioso SACO DE DOCES pra recepcionar aquelas crianças fantasiadas que batem à sua porta.

Em outubro do ano passado, os caras resolveram convocar uma galera pra essa empreitada e o resultado disso foi uma engajada coletânea chamada Fun Size Horror Volume 1, lançada em Abril deste ano em VOD. Contendo nada menos que TRINTA E UM diferentes curtas de terror, um para cada dia do mês, costurados como uma espécie de monstro de Frankenstein cinematográfico, ela formava uma mixtape do horror, uma maratona moderna de Além da Imaginação.

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Só observamos

Os curtas são produzidos e dirigidos por nomes como Josh Waller (diretor de Obsessão Perigosa, escritor do recente Cooties: A Epidemia e produtor executivo de A Garota Sombria que Anda à Noite) e Glen Murakami (produtor dos desenhos animados da DC, como Superman, Batman do Futuro, Liga da Justiça e Os Jovens Titãs), e contam com atores como Lance Reddick (Fringe), Rose McIver (Um Olhar do Paraíso e iZombie), Tracie Thoms (À Prova de Morte e Looper: Assassinos do Futuro) e Brea Grant (Halloween 2, aquele do Rob Zombie) nos elencos.

Já pra esse ano, o trio Pinheiro-Elfman-May criou a plataforma FunSizeHorror.com e abriu inscrição para cineastas mandarem seus curtas e dessa forma se tornar parte de uma crescente comunidade HORRORÍFICA. Desde o último 15 de outubro um novo curta tem sido disponibilizado todo santo dia, para ser visto gratuitamente no site ou em seu canal do YouTube. Depois do Dia das Bruxas, eles serão reunidos no Volume 2 da coletânea.

Pra essa edição, nomes como Karen Gillan (A Nebula de Guardiões da Galáxia e a Amy Pond de Doctor Who <3), o produtor Adi Shankar (produtor executivo de Dredd e Power/Ranger, aquele curta dark dos Power Rangers que fez ESTARDALHAÇO nas internets) e James Ransone (A Entidade e o remake americano de Old Boy) já estão presentes.

O pontapé inicial foi dado com Conventional, dirigido e estrelado por Gillan, o que de bate pronto gerou grande interesse do universo nerd. O curta traz a moça como Rachel Milligan, uma outrora famosa atriz de uma franquia slasher chamada “Axe Wound” (eleita ficcionalmente Scream Queen do ano 2007 pelo Bloody-Disgusting) em plena decadência, toda botocada, participando de convenções de terror falidas, obrigada a dar autógrafos e tirar fotos com um bando de fãs creepy que se vestem como o assassino da série, Stu Mac.

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A minha voz continua a mesma…

Com humor negro escancarado, ela entrega uma sátira mordaz sobre as MAZELAS de se tornar uma estrela do cinema de gênero, no qual suas habilidades dramáticas se resumem a diferentes tipos de gritos e formas de rastejar pelo chão, e que fatalmente será substituída por uma atriz mais jovem e mais sexy nos próximos filmes da série, lhe restando um futuro deprimente e, nesse caso, trágico.

Entre os outros curtas que já foram lançados, destaque para Kill Them Mommy, que tem a produção executiva de Brett Rattner (diretor de X-Men: O Confronto Final, já que estamos falando de horror) e direção de Peter Chun Mao Wu, altamente influenciado pelo cinema de terror italiano, com inspiração rasgada na PALETA DE CORES de Suspiria de Dario Argento, assim como sua trilha sonora; o grotesco e visceral, Whispers, dirigido pelo cingalês Max Isaacson, que traz um perturbado homem que sofre de MUSOFOBIA e mora em uma casa infestada de ratos (ou não) que ficam sussurrando em seus ouvidos (ou não); Prey, primeiro filme de estudante a ganhar uma competição realizada pelo Fun Size, no qual um grupo de garotos se mete em um abrigo de pesquisa nuclear da Guerra Fria abandonado que, reza a lenda, é lar de uma criatura mutante; e o melhor de todos, And They Watched, cuja trama é sobre um sujeito responsável pela limpeza de uma cadeira elétrica, aterrorizado pelo fantasma de um homem inocente ali fritado. Destaque para a excelente maquiagem de David Scott, que trabalhou em Madrugada dos Mortos e 300 do Zack Snyder e em Clown, aquele dirigido por Jon Watts, diretor do próximo filme do Homem-Aranha.

Até o dia 31 mais curtas serão lançados e recomendo fortemente que você acompanhe cada um deles, pois não é sempre que temos a oportunidade de assistir a um material de terror inédito, gratuito – e de qualidade – por dia, algo que só essa data tão ímpar nos proporciona. E QUE SE TORNE TRADIÇÃO. 🙂

E quem sabe aqui no Brasil se crie uma iniciativa parecida, uma vez que o cinema de terror está encorpando com excelentes curtas (e longas) que vem ganhando atenção em festivais no mundo todo. Taí a comunidade do Facebook Filmoteca do Horror Brasileiro, iniciativa do intrépido Carlos Primatti, que não me deixa mentir e sempre posta material do terror nacional o ano todo, indo muito além apenas do Dia das Bruxas, ou do Saci. #fikdik.

Publicado originalmente no Judão

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Espantados!


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

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