TOPE NOVE – Melhores de 2018 por Guilherme Lopes Rodrigues

Eita, que ano maravilhoso para o cinema de horror! Quantas produções de qualidade que saíram em 2018, que é quase impossível rankear em apenas nove posições! Mas mesmo que ela esteja em ordem crescente, não se atenham às posições e sim aos filmes pois, para este que vos fala, ocupam os maiores patamares do que pude ver e acompanhar deste gênero e, esperançoso como sou, espero que continue saindo produções cada vez melhores!

Também gostaria de destacar o cinema nacional e todos os seus envolvidos que, em frente ou atrás das câmeras, fizeram seus papéis brilhantemente e culminaram no ano mais prolífico do horror made in brazil! Meu muito obrigado a todos que nos brindaram com seus respectivos talentos e ajudaram a cena do terror brasileiro a ganhar (ainda mais) visibilidade dentro e fora do país!

E sem mais delongas, eis a minha listinha:

9) O Animal Cordial

A diretora Gabriela Amaral Almeida, mais conhecida por seus ótimos trabalhos com os curtas anteriores, chegou chegando com um slasher (que ela defende como esse sendo o subgênero do filme) pesadíssimo onde se confrontam as classes sociais bem como os diferentes tipos deste bicho ainda incompreensível chamado ser humano.

Deixe-me adentrar ao recinto e iniciar este TOPE NOVE

8) A Casa do Medo – Incidente em Ghostland

Se é um filme tenso, cheio de violência e brutalidade que você procura, eis aqui uma ótima opção para que se delicie do começo ao fim. E convenhamos que o diretor Pascal Laugier tem experiência de sobra pra entregar uma obra um tanto quanto pesada…

Alguém me chamou pra falar sobre violência francesa?!

7) Apóstolo

Numa espécie de culto a uma divindade druída, o espectador acompanha o nascimento, sucesso e ruína desta seita macabra através da busca e salvação de um forasteiro por sua irmã, bem como de sua própria redenção. Fodão!

E lá vem broca

6) A Mata Negra

Poxa, é sempre um deleite assistir às obras de Rodrigo Aragão devido ao seu teor de humor com uma pitada de crítica social ali presentes. Mas em seu novo trabalho, este lado descontraído é tomado pela perversidade do livro de Cipriano e as consequências de usá-lo de forma errônea. Um filme obrigatório para quem se diz fã do cinema nacional! E que atuação de Jackson Antunes ein…!

O cramunhão sempre está à espreita

5) As Boas Maneiras

A dupla Juliana Rojas e Marco Dutra trazem a delicadeza de um conto de fadas com a sutileza do horror crescente nesta fábula à lá Monteiro Lobato. Ver a exploração do lobisomem aqui retratada – e jamais vista anteriormente – emerge os mesmos sentimentos que folhear as páginas douradas de um livro de capa dura de couro, emanando os sentimentos mais tristes, medonhos e, ao mesmo tempo, belos deste lindo filme.

Tomo um banho de lua…

4) Upgrade

Leigh Whannell nos brinda com um filme que remete ao estilo neo-noir, policial, ficção, ação e terror. E o que dizer desta mistureba? Ótima! Cenas com altas doses de adrenalina mixadas com um gore pontual e muito bem feito fazem desta obra, a meu ver, obrigatória.

Toma essa James Wan!

3) A Noite Devorou O Mundo

Os zumbis já foram demasiadamente explorados no cinema, e quando pensa que não há mais nada o que tentar fazer pra entregar uma experiência diferente do manjado, Dominique Rocher traz a introspecção do ser humano num mundo pós-apocalíptico onde a solidão reina. Filme comovente, belo e reflexivo.

Lonely, I’m so Lonely, I have nobody…

2) Distúrbio

Interesso-me demais pela psique humana e seu comportamento. Neste longa, Steven Soderbergh não só dá aula de como se fazer um ótimo filme com pouco dinheiro e um celular 4K, como também demonstra o isolamento social, a distorção do amor, a cultura do desapego em meio ao mundo moderno e de banalização dos sentimentos.

Ei, cadê os sentimentos das pessoas?

1) Hereditário

Se não é unanimidade falar que o longa de estreia de Ari Aster não é o melhor filme do ano, a opinião de que o mesmo entrou para o panteão de filmes inesquecíveis do cinema de horror é praticamente mútua. Como disse no penúltimo episódio do TRASH MODERNIZADO do ano passado: não bastasse o filme ruim e mau, parece que Paimon ou toca seu coração e o deixa negro, ou simplesmente destroça e o joga fora.

Trazendo o prêmio de melhor pra casa

Ainda como grandes expoentes do cinema fantástico de 2018, cito Mandy, O Segredo de Davi, O Nó do Diabo, Psychopaths e Halloween. Que 2019 seja tão ótimo quanto seu antecessor! E viva o cinema de gênero!


Guilherme Lopes
Guilherme Lopes
Mineiro de nascimento e paulista de criação, vê nos filmes de terror e afins a diversão e bode expiatório para não cometer atrocidades na vida real. Não se engane com sua carinha de anjinho: ele não rebobinava as fitas antes de devolver à locadora.

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