TOPE NOVE – Melhores de 2018

Que ano para o cinema de terror, fãs do horror! Que ano!!!

Durante todo 2018 nós ficamos mais felizes que pinto no lixo aqui no 101HM, extasiados com a quantidade de ótimas produções do gênero durante esses 12 meses, inclusive dedicamos um episódio do TRASH MODERNIZADO ao tema. Agora finalmente vem a parte difícil: escolher quais foram os nove melhores em uma lista abundante, meu irmão – coisa que às vezes é bem difícil juntar essa quantidade – e finalmente mostrar para o fã do horror, qual nosso aguardado e tradicionalíssimo TOPE NOVE.

Que rufem os tambores e fica o desejo do fundo do coração negro que 2019 seja pelo menos metade disso…


9) A Casa que Jack Construiu

Eu simplesmente não suporto o Lars Von Trier! Pedante, pretensioso, marketeiro, escroque e escroto. Mas parece que de 10 em 10 anos ele faz um filme foda, e A Casa que Jack Construiu é das obras mais pesadas, densas, niilistas, brutais e polêmicas, apesar do discurso todo errado e aqueles 15 minutos finais intragáveis (beeeeem a la Von Trier) que vi no ano. Além de Matt Dillon estar deveras fantástico como o Sr. Sofisticação.

Taí minha contribuição para o TOPE NOVE mais disputado da história!


8) A Mata Negra

AVE ARAGÃO! O melhor cineasta de terror do país entrega esse orgulho nacional tresloucado como um dos melhores filmes do ano. Sangue, demônios, criaturas, situações escrachadas, efeitos especiais incríveis e evolução técnica de toda a equipe, para o povão se divertir e se assustar com o cinema de terror brasileiro. E claro, inaugurando o que batizamos de FOLGORE: o folclore com o gore (muito gore!)

O diabo é brasileiro, sim sinhô!


7) Ghost Stories

Antologia britânica classe A, ao melhor estilo filme da Amicus, com direito a um daqueles plot twists que transforma até então um honesto filme sobre fantasmas e investigações sobrenaturais em uma obra com um final que te deixa boquiaberto. Daqueles que faz você querer assistir ao filme todo de novo e reparar em cada pequeno detalhe escondido como easter egg.

Nunca confie em um hobbit!


6) A Casa do Medo – Incidente em Ghostland

Pascal Laugier (leia-se fazendo biquinho), o mesmo diretor de Martyrs, aqui entrega mais uma daqueles filmes sensacionais com um plot twist acachapante. Pesadíssimo, desolador, frenético, brutal, uma dupla de assassinos assustadores, um escape da realidade que são os dois pés no peito e bonecas sinistras, numa carta de amor para H.P. Lovecraft.

Aprende aí como faz, Annabelle!


5) The Ritual

2018 foi “O ANO DAS CRIATURAS” e essa daqui de The Ritual, que saiu só na Netflix gringa e foi ignorado de acordo em terras brazilis, é simplesmente o monstro MAIS original do cinema dos últimos tempos. Tá bom para você? Fora toda a construção de atmosfera do filme que é 10/10, mitologia nórdica, e o excelente desenvolvimento dos personagens repletos de culpa e resignação.

Deixa ele entrar!


4) Um Lugar Silencioso

Falando em criaturas, Um Lugar Silencioso é o filme que me deu mais gastrite de nervoso em 2018! Altas cenas tensas, o uso perfeito do silêncio e dos efeitos sonoros, aula de construção de atmosfera, a excelente escolha na falta de explicação pontual e monstrinhos aterradores num mundo pós-apocalíptico tocando o terror em uma família isolada. Gosto!

Não faça um pio assistindo a esse filme!


3) Mandy

A lisérgica porra-louquice de Panos Cosmatos tem o DEUS Nicolas Cage enchendo a cara de vodka, construindo seu próprio machado e saindo num frenesi de vingança heavy metal regada a litros e litros de sangue e brutalidade, contra um bando de adorador do demônio zé ruela. Aguente a arrastada primeira uma hora firme e forte que ao final você vai soltar um “AFE, que filme”!

Quem você disse que é um péssimo ator?


2) Apóstolo

Glória a Deusa! Gareth Evans e seu direto para a Netflix dá aquilo que o fã do horror bem gosta: uma crescente de situações tensas que explodem numa loucura gráfica, sangue e violência, sem contar elementos imagéticos creepy as hell, seitas pagãs, fundamentalismo religioso e um final daqueles que vale parar alguns minutos para respirar e recuperar o fôlego. Medalha de prata justíssima!

Maldição que não consegui o primeiro lugar!


1) Hereditário

Ah, vá? Imagina que Hereditário não seria o melhor filme do ano, quiçá da década?! Paimon nos abençoe nessa hipérbole em forma do filme mais desgraçado, carniça, herege, perturbador, pesado, tenso e magnífico do ano, com a cut scene mais terrível que esses olhos que a terra há de comer já viu. Cinema de terror cru, assustador e desesperançoso do jeito que tem que ser. E Tony Colette: EU TE VENERO!

PAIMON, QUEIMA TODO MUNDO QUE NÃO GOSTOU DESSE FILME OU DORMIU TRÊS VEZES NO CINEMA, TSC TSC

 

E fica aqui minhas menções honrosas (tão tradicionais quanto o ranking em si) para o novo Halloween, Fortuna Maldita, Vingança, Housewife, A Maldição da Freira, e os nacionais Mal Nosso e O Animal Cordial.

E claro, a sequência da piscina de Os Estranhos: Caçada Noturna, a MELHOR CENA do gênero no ano (com direito a Bonnie Tyler!).

E quem discorda é clubista…

 


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

6 Comentários

  1. David disse:

    Essa implicância com a pessoa do L Von Trier, e o consequente menosprezo por seus FILMES, é tão cult bacaninha.

  2. Anônimo disse:

    “A Casa que Jack Construiu” é um filme detestável e horrível, não me espanta que muitos telespectadores saíram da sessão antes do filme acabar (não duvido que seja algum delírio do próprio autor). Já quanto a “Hereditário”, não consegui ver nada de mais também. Não sei qual é a desse filme, mas tem um tipo de sensacionalismo em TODO site de terror e crítica que acredita mesmo ser um filme visceral e assustador, quando não passa de uma mesmice monótona. Nunca criei tanta expectativa para ver um filme tão fraco quanto esse, em todos os sentidos. Não sei se é pedantismo cult ou um delírio coletivo, ou eu que tenho a mente atrasada demais por ter achado esse filme uma bela merda. Quanto ao resto, concordo com tudo.

    • Eduardo Schenneider disse:

      Hereditary na minha opinião estava sendo um filme “perfeito” até determinado momento, confesso que o rumo que tomou me deixou bastante decepcionado, pois acabou chegando num lugar comum, como já vimos diversas vezes em outro filmes. Não estou conseguindo pensar numa comparação interessante pra fazer, mas sei lá, imagino o The Killing of a Sacred Deer tomando esse mesmo rumo, um filme psicologicamente pesado e tenso, descabando pra um final mequetrefe de sobrenatural. E foi até curioso, tem uma conversa minha num grupo do Whatsapp em que eu paro o Hereditary em certo ponto e escrevo pro pessoal: “O melhor filme que assisti esse ano até o momento, mesmo que fique uma bosta daqui pra frente ja terá valido a pena assistir”, parece que profetizei o negócio…

      Tiraria alguns dessa lista, colocaria outros, mas pra mim esse primeiro lugar não dá pra engolir, infelizmente.
      Valeu e um grande abraço.

  3. Santos disse:

    “A Casa que Jack Construiu” só é detestável para quem é “cidadão de bem”.

    • Anônimo disse:

      Nossa, militou toda!! Quase no mesmo nível de analogia política entre Harry Potter com política. É um filme detestável e patético mesmo, não importa o que o seu senso de cult superior e pedante diga.

  4. Raul Heros disse:

    Ótima lista , só faltou o fantásticos The Endless e o Unsane

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